“Ramonar”: não faça isso, por Zarquon!

Abri mão de algumas pessoas. Chega uma hora em que, de tanto a pessoa reclamar da própria vida, acaba desgastando todas as amizades que possui. Foi o que aconteceu com um ser infeliz aí. Não sou obrigada a ser psicóloga 24 horas de uma pessoa que cria 99% dos problemas que tem. O mesmo ser infeliz, aliás, descontente com a eficácia da irritação causada pelos seus próprios feitos, resolveu desenvolver um endeusamento doentio sobre (pasmem) eu mesma.

Pois é, quem diria. Eu, doentiamente idolatrada. Tragicômico. Não me importaria tanto se ele não fosse tão assíduo no ofício de ser irritantemente pegajoso e insistente.

Mousse Pilgrim Ribeiro de Pégaso (nome completo do ser irritante; logo explico o porquê do pseudônimo), por ter sido criado num background familiar não muito caloroso, desenvolveu uma carência afetiva enorme, quase que insuprível. Friso: este não é o problema. O problema é ele depositar em mim todas as esperanças de resgatar os amores que não teve (que incluem storge, philia e eros), quando na verdade, tudo o que sinto por ele é um leve toque de empatia com uma generosa dose de pena.

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Shush!

Não sei se vocês sabem, mas por incrível que pareça, a pessoa que vos escreve sempre foi bastante quieta, ainda que os meus longos textos demonstrem o contrário. Desde pequena ouço frases como “Você é tão quietinha!”, “Fale alguma coisa!”, “Você é de poucas palavras, hein?” e derivadas.

Seria um tipo de timidez? Raramente me sinto tímida. A minha quietude deriva-se de um princípio muito simples, que pratico desde sempre: se eu não tiver nada para dizer, então, não direi nada. Simples e lógico. Muitas vezes me encontro deixando conversas perecer. Colegas de trabalho sendo amigáveis comigo no ônibus, e eu ali, raramente dizendo algo, ocasionalmente mexendo a cabeça ou erguendo a sobrancelha esquerda, só para demonstrar que estou ouvindo o que as pessoas estão falando. Manter uma conversa é uma tarefa complexa. Claro que consigo puxar assunto com pessoas próximas, mas em outras ocasiões? Pfft. Não é medo de não dizer algo bom, medo da reação das pessoas, ou ainda, medo de qualquer coisa. É o simples ato de manter-se calada, e ponto.

Como raramente digo alguma coisa, então, a resposta para isso é a escrita. Por isso castigo este blog com textos gigantes. Ainda desconheço a causa desse silêncio todo, mas tenho minhas hipóteses. Uma delas indica que a origem disso tudo vem do fato de a minha letra ser, no mínimo, 10 vezes mais bonita do que a minha voz. A outra hipótese aponta que o ponto de partida está no meu falar esquisito: falo rápido demais, gaguejo e acabo por ter que repetir toda a frase. Talvez as duas hipóteses estejam corretas.

Além disso, tenho o costume de fazer introspecções e pensar em mil coisas enquanto olho pro além, e sempre tenho algo em mãos – meu celular, uma caneta, um livro, até minhas chaves. Me distraio fácil, fácil.

Já tive vários colegas, tanto de escola como de trabalho. Todos diziam o mesmo, até tentavam puxar assunto, mas quase nada saía de mim. Uma ex-colega de trabalho me descreveu como uma almofada: geralmente fico sentada num canto, muda, como se fosse um objeto de decoração do ambiente.

 

Todos esses fatores me fizeram me identificar bastante com um dos meus maiores ídolos, o Rowan Atkinson. Sempre admirei o cara, desde criança, mas a admiração foi intensificada de uns tempos pra cá, quando comecei a pesquisar outros trabalhos dele e entrevistas. Tipicamente inglês e introvertido, além de ser um gentleman, são dele as frases “De modo geral, tenho uma tendência a ser quieto e introspectivo e “Sou essencialmente uma pessoa bastante quieta e sem graça que passa a ser um ator”. Tirando a minha falta de talentos, pode-se dizer que qualquer semelhança é mera coincidência. Se ele não estivesse beirando os 60 anos, com certeza alguém aqui já estaria casada. Apesar que o Rowan já interpretou o Doutor uma vez, eu poderia usar a TARDIS, voltar uns 30 anos e BADABOOM, nova esposa

<3 (desculpa pelo selo do 9gag)
<3 (desculpa pelo selo do 9gag)

Enfim…

 

O que me fez escrever este texto foi uma conversa que tive na quinta-feira, 26/09. Fui ao reumatologista para uma consulta de rotina. Eis que a minha vida resolve ter set-up e punchline:

Doutor: E você, como vai?
Ana: Tô bem.
Doutor: Você é meio monossilábica, né?
Ana: É…
BA DUM TSSSS

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I’m back (and forth!): a péssima saga de 4 partes

Olá, blog! Quanto tempo! Como você está? Bastante esquecido, como eu esperava… Hã? Estive ocupada com algumas coisas. Ah, você não vai querer saber, a história é muito longa e – O que? Você realmente quer saber o que fiz enquanto você ficou abandonado? Ok. Mas senta, que lá vem história. Muitas histórias, pra falar a verdade. Tantas que vou dividi-las em 4 partes.

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O post que todo mundo deveria ler antes de me fazer de Judas

Eu não planejava postar nada aqui, mas lendo alguns comentários feitos no blog, vi a necessidade de um post pra esclarecer algumas coisas.

1) Eu gosto da cultura japonesa, mas não sou otaku

Poooooois é. Esse texto aqui, publicado em 26 de janeiro de 2010, rendeu vários haters. Tudo só porque aleguei ter abandonado minhas otakices.

Como eu havia dito nos comentários daquele post, SIM, eu gosto da cultura japonesa. Assisti a vários tokusatsus, estudo Japonês e gosto do trabalho de vários artistas J-Pop (capsule, Kyary Pamyu Pamyu, TM Network, Yamaguchi Momoe e zilhões de idols dos anos 80, só pra citar). Só não vejo necessidade de adotar certos comportamentos por causa disso. E também não tenho preconceito contra otakus. Tenho contra OTACOS, esse povo que acha que é superior porque assiste alguns animes. Mas isso é outra história.

2) Não gostar de yaoi não me torna homofóbica

Não MESMO.

Sinceramente, esse post publicado poucos dias após aquele dos otakus, é um dos piores que já escrevi, admito. E o Helton, pra colaborar, ainda fez questão de falar mais merda no texto. Mas me crucificar por causa disso já é demais, não concordam?

SIM, amigas fangirls, vocês podem gostar de yaoi, bem como eu tenho o direito de NÃO gostar.

Eu não gosto de yaoi/yuri porque ao meu ver são apenas meios de realizar fetiches de fujoshis e eu realmente não gosto de histórias que giram em torno de um romance (não suporto nem shoujo). Mas se você acha divertido… continue gostando, oras. Afinal, é apenas um anime, um mangá, ou uma fanfiction. Assim como eu não preciso ser uma espécie de “nazista anti-yaoi” (como são alguns dos anônimos homofóbicos que comentaram naquele post), vocês também não precisam endeusar o gênero. Simples, não acham? Fora que o texto foi publicado em 2010. É óbvio que a minha opinião mudou nesse tempo.

E para a informação de vocês… eu shippo Johnlock.

3) Você pode transar com meio mundo se quiser, só não me encha o saco

Ok, esse texto foi o menos ofensivo, mas não custa nada tentar explicar, não é?

Eu realmente aprecio quando me questionam. Não, não estou sendo sarcástica. Eu gosto mesmo. E foi o que a leitora Liebesträume fez nos comentários. Ela apontou alguns erros que deixei no texto, e eu os justifiquei. Como a Ana aqui tem doutorado em Preguiçologia, vou copiar o comentário que enviei como resposta.

“Amém, minhas preces foram atendidas: um leitor que não viesse aqui pra falar de yaoi/yuri. Haha!

Gostei da sua crítica, e entendi onde você quis chegar. O fato é que a minha escrita não se saiu bem dessa vez, fazendo com que você (aliás, qualquer pessoa que leia o texto) entendesse o oposto do que quis dizer. Agora, lá vou eu me explicar... (Parabéns, Ana, por não saber expor suas ideias! Cadê o seu "talento" pra escrever agora?)

Não é que eu esteja xingando todas as pessoas que mantém relações sexuais, muito pelo contrário. Se fosse assim, eu estaria xingando até a minha mãe por isso. Ela teve a primeira gravidez aos 16 anos. Devo condená-la (aliás, qualquer mulher que transe/engravide na adolescência) por isso? Não. Ela não tinha diálogo com os pais, a disciplina era rígida, e falar sobre sexo com os pais nessa idade era um tabu na época. Digo, muitas meninas sofrem por isso, por essa falta de diálogo. Não discrimino isso.

Apenas vejo o sexo como algo superestimado demais nessa geração. E até ouso dizer que os homens sofrem mais com isso. Sabe, aquela velha história de "você não é macho".

Apesar de ter essa opinião, sei que muuuuuuuuuuuuuuita gente transa simplesmente por gostar, e não ligo pra isso. O meu problema é com pessoas promíscuas que acham que outras pessoas deveriam ser como elas. Não ligo se fulano é promíscuo, apenas não quero que tentem me convencer a agir de outro jeito.

Ah! Já ia me esquecendo da relação sexo/produtividade. Me referia, novamente, aos jovens promíscuos que "obrigam" os outros a agirem assim e yadda yadda yadda. A maioria desses caras não tem nada na cabeça. Simplesmente agem como um rebanho. Nem mesmo se questionam. Mas friso: é a maioria. Não posso dizer que são todos.

Em relação ao "respeito", isso varia para cada um. Entendo isso.

Mas o que me inspirou a escrever esse texto foram as ofensas que recebi ao longo dos anos por pensar dessa forma. Talvez por isso o texto tenha saído com algumas "aberturas" a questionamentos... E você foi o único a perceber isso. Ponto pra você!

Enfim, obrigada pelo comentário!”


Menções honrosas: Os anônimos do Esquadrão Anti-Yaoi (ou algo do tipo, ninguém liga)

Apenas a imagem abaixo pode demonstrar a minha verdadeira opinião sobre eles.

JACK PRETO VAI TE DAR UM SOCO NO CU

Chega de internet pra vocês.


Agora fiquem com um dos meus poops favoritos.

“Aqui tem muita putaria e eu tô jogando bosta no seu pai” (LISPECTOR, Clarice)

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Basicamente sobre hipocrisia e vadias

Ah, finalmente um post novo nesse blog. Com o andamento do TCC, não tive tempo nem pra escrever merda (não que o meu projeto não seja uma merda, mas…). E agora com as férias, tive mais tempo para observar esta grande geração de merda que infelizmente está habitando este planeta.

Não me refiro apenas aos adolescentes; é completamente normal que eles façam merda (normal no sentido de ser do costume deles, não no sentido de “aceite que existem meninas que acham que Crepúsculo está acima de Drácula de Bram Stoker”). O problema é que praticamente toda a humanidade está cada vez mais hipócrita. Mas antes, vejamos o significado de hipocrisia:

hipocrisia
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)

s. f.

1. Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.

2. Devoção fingida.

Vamos escolher o primeiro significado e aplicá-lo ao texto.

As pessoas estão, sim, fingindo ter ideias e opiniões apreciáveis. A diferença é que elas transformam essas ideias e opiniões “agradáveis” em conceitos, opiniões e atitudes ridículas à medida em que você as conhece melhor. Não entendeu ainda? Permita-me usar de outro exemplo, muito comum por sinal: as mulheres.

Não vou generalizar. Direi apenas que é a maioria infeliz delas.

Grande parte das mulheres hoje faz questão de dizer por aí que são fortes, independentes, delicadas, intelectuais, que possuem respeito próprio, que se valorizam, que não são “umas e outras” e, principalmente, que estão à procura do “homem certo”, para amá-la e respeitá-la como ela é. Okay, por onde eu começo?

1) A imagem da “mulher profunda”

Admita: essas aí, que dizem ser fortes, independentes, delicadas e tudo mais, geralmente não são tudo isso.

Essas mesmas mulheres, que divulgam todas suas “virtudes” em redes sociais como o Facebook, são exatamente o contrário na vida real. Diga-me você: quantas mulheres que você conhece se encaixam nesse perfil? Pouquíssimas… E elas não publicam isso por aí, correto? É o que pensei…

As que dizem aos quatro ventos que são fortes, independentes, intelectuais, que buscam o “homem certo” e yadda yadda yadda geralmente são mulheres fracas, dependentes, vazias e promíscuas. Dessas que acham que amor é contato físico, que amizade entre homens e mulheres não existe, e que compartilham frases da Clarice Lispector na esperança de parecerem menos vadias.

2) O tal do “homem certo” e os conceitos equivocados por parte das vadias

Cansei de logar no Facebook e dar de cara com vadias compartilhando imagens que dizem que os homens devem aceitar as mulheres como são, independente se elas forem feias, gordas, ou se simplesmente não se encaixarem num determinado padrão de beleza. Até aí, tudo bem. O problema é: essas mesmas vadias que compartilham essas imagens são incapazes de aceitar os homens como eles são. Sim, estou falando daquelas em especial, que colocam alguns homens na friendzone porque os mesmos não possuem algum atributo físico (ou até mesmo status) que agrade a elas. E depois vêm as reclamações delas: “Ai, queria tanto ter um namorado, mas tá tão difícil…” e coisas do gênero.

A maioria delas não entende porque ninguém a aceita como é, fica postando frases de dor de cotovelo… Mas ao lidar com um homem, a primeira – aliás, única – coisa que ela vê é a aparência. E ainda reclama porque ninguém a leva a sério.

Eu particularmente não acredito na existência do “homem certo”; acredito em gente que lhe trata como merece e em gente que não vale um peido sequer. Se Fulano trata Fulana como uma qualquer, mas trata Beltrana com respeito e carinho, é sinal de que a Fulana apresenta-se como uma qualquer ao Fulano, ou que o Fulano quer comer a Beltrana, mas não a Fulana. Nuff said.


Ao pensar nisso tudo, cheguei à conclusão de que as mulheres vadias são as criaturas mais hipócritas que existem. Falsas, quase teatrais, se escondem sob a personagem da “mulher profunda”, quando na verdade não querem nada além de contato físico. E ainda reclamam das atitudes dos homens… Bem, pelo menos os homens são sinceros e admitem isso – digo, os homens vadios. Mas isso fica para outro post… Talvez.


O que me fez pensar nisso foi uma pessoa em particular.

Conheço-a há algum tempo. No começo, ela apresentava-se como uma garota normal, uma boa amiga. Ela tinha um namorado. Dizia que o amava, coisa e tal, apesar da relação turbulenta. Mas na prática, não era bem assim que acontecia.

Ela saía com outros (aliás, continua fazendo isso até hoje), escondendo-se do namorado. E ela repetia para todos eles a mesma coisa que dizia sobre o namorado: que ela os amava.

Um dia, quando ela ouviu boatos de que o namorado dela estava a traindo, ela perdeu o eixo. Não sabia se ficava brava, triste, ou os dois. E veio reclamar pra mim, como se tivesse razão. “Como você pode cobrar algo dele que nem mesmo você cumpre?”, eu disse. Ela permaneceu em silêncio.

Nas férias de julho, marquei de sair com um amigo meu. Nos conhecemos há alguns anos, e combinamos de ir ao cinema. Eu não tenho intenção alguma com ele, fora os outros fatores (a minha demissexualidade, por exemplo). Mas ela, ao saber disso, simplesmente surtou. De fato, ela LIGOU pra mim pra tirar satisfação.

- Você não pode sair com ele.

- Por quê?

- Aff, vocês se conhecem faz tempo, certeza que ele vai fazer alguma coisa.

- O que você acha que ele vai fazer comigo?

- Te agarrar!

- Ele não é de fazer isso, e mesmo que ele tente, eu sei me virar.

- Eu sei como eles são… Mas você que sabe.

Então, resolvi jogar para fora o que estava preso…

- Não, não – eu não saio com os meus amigos pra fazer outras coisas, certo? Eu não saio por aí dizendo “eu te amo” pra qualquer um, não beijo qualquer um, não deixo qualquer um encostar em mim. Não é porque você faz isso que eu também faço.

- E precisa falar assim, Ana?

- Mas é claro. Você não é a minha mãe pra dizer com quem eu posso ou não posso sair… E porque essa preocupação toda? Quer sair com ele também? Não tenho nada com ele, se quiser –

E ela desligou.


The Galaxy Song – Monty Python

Whenever life gets you down, Mrs. Brown
And things seem hard or tough
And people are stupid, obnoxious or daft
And you feel that you've had quite eno-o-o-o-o-ough

Just remember that you're standing on a planet that's evolving
And revolving at nine hundred miles an hour
That's orbiting at nineteen miles a second, so it's reckoned
A sun that is the source of all our power
The sun, and you and me, and all the stars that we can see
Are moving at a million miles a day
In an outer spiral arm, at forty thousand miles an hour
Of the galaxy we call the Milky Way

Our galaxy itself contains a hundred billion stars
It's a hundred thousand light-years side to side
It bulges in the middle sixteen thousand light-years thick
But out by us it's just three thousand light-years wide
We're thirty thousand light-years from Galactic Central Point
We go 'round every two hundred million years
And our galaxy is only one of millions of billions
In this amazing and expanding universe

The universe itself keeps on expanding and expanding
In all of the directions it can whiz
As fast as it can go, at the speed of light, you know
Twelve million miles a minute and that's the fastest speed there is
So remember when you're feeling very small and insecure
How amazingly unlikely is your birth
And pray that there's intelligent life somewhere up in space
'Cause there's bugger all down here on Earth

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Quem é vivo sempre aparece (às vezes, um morto pode aparecer também…)

ADIVINHA QUEM ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ! (Mundo Canibal mode off)

Sim, eu voltei. Sim, eu sei que não publico nada aqui desde abril. Sim, eu sei que o blog foi invadido por haters extremos de yaoi/yuri nesse tempo. E, sim, eu estive ocupada. Bastante ocupada. Ocupada demais. Ocupando-me com ocupações. Não, ainda não é suficiente… O certo seria dizer que eu estava ocupada pra caralho.

“O que você estava fazendo, Ana? Até onde sei, você não faz nada de importante”, o leitor pode ter pensado. Bem, eu estava fazendo um TCC. Pesquisas, horas intermináveis de programação e momentos frustrantes no Photoshop… Algum dia eu publico um texto aqui explicando com mais detalhes como foi a produção do trabalho de conclusão de curso. Mas por enquanto, digamos que a data de publicação desse futuro post será… quando me der na telha.

Enfim, cambada: eu cheguei a escrever alguns rascunhos, mas nunca cheguei a terminá-los, devido à rotina exaustiva de programar até o cérebro virar uma putaria de comandos <div>. Fora os exames que tive que fazer nos últimos dois meses. Aliás, não comemorem ainda, leitores: eu não tenho uma doença terminal. Vocês ainda terão muito tempo pra ler as minhas merdas.

Assim que eu me livrar dessa preguiça, vou editar os rascunhos que fiz e eventualmente postá-los, m’kay?

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Palavras-chave

Estava eu aqui, fuçando nas estatísticas do blog. Eis que vejo o seguinte:

Batima refletindo e roupa moda rabo de esquilo: escolha o melhor

O que a FODA o pessoal estava procurando? E o que tem a ver com o blog?

Ok, ok. O No~Reason é sem sentido mesmo, com uns posts uatafoca, mas… Vamos parar para analisar as palavras-chave:

 

Batima refletindo

Não basta ser o Batman refletindo. Tem que ser o BÁTIMA! Sim, aquele clássico, o da Feira da Fruta. Que reflexão esse povo abençoado de meu Deus buscava no Bátima? E que reflexão do Bátima esperava encontrar AQUI?

Opa, peraí…

O QUÊ? CINCO E MEIA? Tá na hora de comê a tia do Bátima! Feira da fruta, HEY \o\ Feira da fruta, HÁ /o/

 

Palavões (sic) em espanhol

Deve ser por causa do post “Palabrotas! (é ‘palavrão’ em espanhol, vi na Wikipédia)”

No~Reason fornecendo conteúdo e cultura desde… Desde quando mesmo? Aliás, o No~Reason tem alguma postagem ÚTIL, produção?

 

Vina de salsicha

Como curitibana, devo urrar:

WHAT is love, baby don’t hurt me, don’t hurt me, no more

THE

FOCA

IS

THAT?

Pra quem não é de Curitiba, explico:

VINA = SALSICHA

SALSICHA = VINA

VINAS E MAIS VINAS

Entendeu?

“Vina” é “salsicha” em curitibanês. Eu traio o movimento curitibano e não falo “vina” em vez de “salsicha”. Muita gente não acredita que sou curitibana por causa disso – e por causa do sotaque meio do “norrrte” com um toque de mineirice e ausência de “leite quente”. MAS QUEM SE IMPORTA?

Enfim…

Se (salsicha = vina), então… O que diabos esfolofóricos seria uma vina de salsicha?

INCEPTION!

 

ANIME DEPOIS DE MORRER

ALERTA DE OTAKU, ALERTA DE OTAKU. REPORTE-SE AO QG IMEDIATAMENTE E REMOVA TODAS AS NARUTAGENS.

Ok, chega de escrotice. Afinal, um dia eu fui otaku. Mas hoje passo bem. Enfim…

Não entendi porque cáspitas voadoras isso está relacionado ao blog. Não me lembro do Helton ou da Stephany terem postado algo do tipo. Eu, muito menos.

Acho que tem algo a ver com uma comunidade do quase falecido Orkut, chamada “Otaku não morre, vira anime”, ou algo assim. Na verdade, otakus, como qualquer ser humano, morrem e viram defuntos. Simples assim.

A não ser que algum parente ou amigo próximo resolva lhe ressuscitar reunindo as Sete Esferas do Dragão.

 

Roupa moda rabo de esquilo

Cara, se não foi o Helton, eu não sei quem foi. Na boa, isso é obra de cariqueiros.

 

Tirinhas de otakus

CARA

DESCULPA AÍ

Você veio pro blog errado. Sai.

Primeiro: se tem algo que me ENJOOU na internerds de verdade, é essas tirinhas de memes aí. Você abre o Facebook: os FFFUUUs da vida estão lá. Acessa um blog de “humor”: os forever alones e cia estão lá também. Cara, SATUROU. Aliás, fica aqui uma dica pra quem quer fazer blog de humor de verdade: evite essa aids de memes o máximo que puder.

Segundo: o blog não faz mais parte do “mundo” otaku há mais de 8000 anos. Faz favô!

 

Enfim…

Isso só demonstra que blogs uatafoca têm leitores uatafoca. Simples, não?

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Pena de morte

Oi.

Sem assuntos polêmicos hoje, amiguinho imaginário. Trata-se de uma fobia que possuo desde que nasci. É uma das fobias mais babacas já existentes, senão a mais babaca logo. Medo de altura? Não. Medo de barata? Não ‒ de fato, adoro pisar em uma. Medo de aranha? Também não. Medo da Dilma? Talvez. Mas nada, nada se compara ao meu incurável e ridiculamente improvável medo de penas.

Esta em especial me dá um medo extra. Oh God, make it stop...

Sim, amiguinho: penas. Penas, plumas, essas coisas que os pássaros têm. Morro de medo da porra de uma pena! Para me ver gritando desesperada, como se não houvessem esperanças para o mundo, basta colocar uma pena que seja na minha frente e me ameaçar com ela.

‒ Mãos ao alto! Vai passando a bolsa!

‒ Mas você não tá armado.

(tirando uma pena do bolso) E agora? Passa a bolsa senão eu vou te fazer cócegas! 

E fique pasmo, amiguinho, essa porra de fobia tem nome: pteronofobia. Você encontrará resultados no Google, sim, mas nada esclarecedor, o que me deixa ainda mais estranha. Afinal, se não está no Google, não existe. Ah, sim: pteronofobia aparece no Windows Live Writer com aquele sublinhado vermelho. Nem o Writer sabe o que é isso!

Does not compute
Sem zoeira

Não, não passei por nenhum trauma com nenhuma ave. Talvez na vida passada eu tenha morrido engasgada com uma pena de galinha, enquanto um avestruz louco me arrastava, araras gritavam no meu ouvido e uma pomba depositava seu arsenal cagatório em minha cabeça. Urgh, sinto arrepios só de pensar, enquanto você deve estar se cagando de rir aí. Pode rir, eu já me acostumei.

Vai ver é por isso que tenho total aversão a bailes funk, afinal, só tem galinha lá. E também não gosto muito do Park Shopping Barigüi: olhe em volta, e verá apenas peruas.

E falando em penas, não entendo porque tem tantas pombas no centro. Sempre que vou pra lá, vou paranoica. Medo de ladrão? Não. Medo de ser abordada por uma pomba trombadinha. Como se ela fosse dizer: “Passa a pipoca aí ou eu vou cagar na tua cabeça, morô?”.

Aproveitando o embalo pombal, gostaria de fazer um apelo pra você, que alimenta essas desgraçadas: você merece chupar o cu de um elefante com diarreia. Não apenas porque me cago de medo de penas, mas também porque o bicho é muito filho da puta. A pomba é uma verdadeira colônia de piolhos, suja, come qualquer merda que joguem pra ela, transmite tantas doenças quanto um rato, anda igual um idiota e ainda assim faz o favor de defecar na cabeça humana mais próxima. Agora eu pergunto: como um bicho lazarento desses pode simbolizar a paz?

Mas é isso aí mesmo. Todo mundo tem seu calcanhar de Aquiles. O problema é que se uma galinha ficar a 10 metros de distância do meu calcanhar, já será motivo suficiente para dar um piti.

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