Segunda-feira, 13 de julho de 2009.

O dia já começou não muito agradável: um pesadelo que atormenta a minha mente. Agonia, paranóia, medo, perturbação no mais profundo da alma, e agonia de novo.

O pesadelo: o horário era aproximadamente umas 19:30; local: o terminal de ônibus aqui do bairro, no espaço entre o asfalto e as pequenas lojas que ficam à esquerda; tudo estava vazio, só se enxergava eu, minha avó, a minha prima e um homem que vestia preto que tinha duas facas escondidas. A rua estava bem escura, não tinha muita luz por ali. Um assaltante (que é o cara que tava de preto que tinha as 2 facas) surge e esfaqueia a minha prima na nuca; ela deita ensangüentada no asfalto, enquanto a minha avó tenta correr, mas o assaltante corre mais rápido e acaba enfiando outra faca na nuca de minha avó. Ela cai no chão lentamente e o assassino me disse, rindo com o ar mais perverso que eu já senti: "Cuidado que a vovó aí já tá indo", e ele corre. Eu fiquei ali, sentada no chão, entre dois corpos escorrendo sangue, sem saber o que fazer e ninguém pra ajudar. Por mais que eu tentasse olhar pro rosto dele, o rosto dele se escondia na penumbra. O pesadelo era tão real, tão real que até parece que eu presenciei aquilo.

Inúmeras perguntas me cercam: por que o assassino esfaqueou as duas e me deixou viva ali? Por que o tal só dava facadas na nuca? Por que não tinha ninguém na rua? Por que ele disse aquilo? Por que eu não conseguia ver o rosto do assassino? Esse pesadelo era um tipo de "aviso"? QUAL O SIGNIFICADO DE TUDO ISSO?!

Uma vez eu já tive um pesadelo com o demônio (sim, o próprio), mas não foi tão amedrontador como esse pesadelo. O que tudo isso representa? Seria o assassino algum inimigo, alguma afronta ou até mesmo o próprio diabo?

Bem, hoje eu não quis que ninguém saísse de casa. Tá, algumas pessoas saíram, mas graças ao bom Deus chegaram seguras em casa, mas o medo de que o pesadelo se tornasse real era muito grande, enorme.

Não, não era. O MEDO AINDA É ENORME. Eu não consigo esquecer a cena. Essa coisa não sai da minha cabeça, por mais que eu tente me distrair, aquela cena insiste em aparecer na minha mente como um flashback rápido e agonizante.

Eu não ri muito hoje, e quando ri, foi pra tentar esquecer o sangue, o assassino, os dois cadáveres e o escuro.

Se o pesadelo não se concretizou hoje... será que ele vai se tornar real amanhã? Paranóia, medo e agonia se misturam numa madrugada fria.



Morte...?