O beija-flor traz o néctar de chá de bunda ao chimpanzé no cio, enquanto gaivotas cospem chaleiras voadoras do mar no céu cor-de-geladeira. Então o curioso tamanduá-bandeira indaga ao misterioso siri mortalzeiro, que coincidentemente estava tendo gripe de estrume:

– Siri, por que tu és tão belo ao busto tarque da alvorada chúcrata?

Sabiamente, o siri replicou:

– A beleza não vem do busto e nem do tarque; ela vem da pirocada-mestre em tamanha falta de astúcia tóxica, a qual o verão do Alasca lhe recebe. Minha avó é uma ameixa e meu pai precisava de uma cestinha de lixo.

Ao escutar isso, o tamanduá acabou por ver que o sentido da vida consistia em gritar aspargos moles no crepúsculo do ânus de uma capivara sul-coreana. Assim, em busca de respostas para dúvidas tão malemolentes, o tamanduá buscou o sábio cão farejante do rabo cintilante. Mal sabia ele que não encontraria o cão tão facilmente.

– Ó cão putrefato, onde estás que não lhe vejo? Por que sou tão infeliz se no meu nariz há um percevejo?, o tamanduá implorou.

Imediatamente, em 5 dias no carnê, surgiu o cão à frente do tamanduá. O cão disse, soberano num pauzinho de arara:

– Sua mãe era um hamster e seu pai cheirava a sabugueiro. Se precisar de uma cestinha de lixo, chame o pardal-castor. O He-Man era gay e a She-Ra era um traveco. Vive, pois, o jumento celestino não é jegue e o alce majestoso te espia. Romani ite domum.

Procrastinado, o tamanduá seguiu com seu discurso calatrósfico e a ambigüidade ficou ali, dentro de uma caixa.

Moral da história: pâncreas apaixonado não dá em museu de bexigas lhamacêuticas, isto é, o bom tamanduá é aquele que traz a chaleira de café.


"Brilha brilha morceguinho
Brilha bem devagarinho
Brilha brilha e vai pousar
Lá no bule do meu chá!"
Alice no País das Maravilhas