E aí, chapas, tudo chuchu beleza? Eu ia bem, até o dia de hoje.

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Formspring da Ana

Sexta-feira, 25 de Junho de 2010. Um dia ensolarado, céu azul... Não pensei que esse dia poderia ser tão chato. A direção do colégio já havia nos comunicado que hoje o horário de entrada seria às 14h, e o de saída, às 18. O colégio estava vazio no turno vespertino: na minha turma, que tem cerca de 28 alunos, apenas 7 deles compareceram (contando comigo). Os professores não deram conteúdo, afinal, não valia a pena passar matéria para apenas 7 alunos, os quais preferiam estar em casa, atualizando seus respectivos orkuts e twitters.

Eu já previra que hoje não teria nada – tanto é que trouxe os livros Seu Creysson - Vídia i Óbria e Almanaque Anos 80, para divertir-me um pouco enquanto o nada absoluto reinava naquela instituição educacional. Li e reli os dois livros diversas vezes (eu leio rápido... muito rápido), durante as aulas e também no recreio. Li tantas vezes que até poderia citar ambos os livros inteiros, se não fosse pela memória fraca.

No último horário, fomos ao laboratório de informática. Não adiantou muita coisa: o acesso ao orkut e ao twitter é proibido (e eu até entendo o porquê). Pode-se acessar o YouTube, mas as máquinas são tão lentas que um videozinho qualquer pode travar todos os PCs do laboratório. "Não posso ver nada no YouTube, não posso twittar, muito menos mexer no orkut. Cansei de ler os livros e quero economizar a pilha do MP3... estou na merda", concluí. "Waaaaargh!", meu cérebro bradou, cansado de tanto nada.

Não estou brincando. Foi incrivelmente chato. A chatice atingiu proporções absurdas. Tudo era vazio, silencioso... Sabe aquelas cenas de desenho animado, quando o personagem fica sozinho num ambiente abandonado, em meio à bola de feno, que é carregada pelo vento sussurrante? Pois é.

Coitado do meu cérebro. "Faça alguma coisa, já! Qualquer coisa pode me divertir agora! Faça algo, por favor!" – ele implorava, como se todos os seus momentos de diversão e alegria estivessem morrendo ali, naquele colégio vazio. Infelizmente, não pude fazer nada: não havia nada naquela merda que pudesse me divertir. Nada, nada mesmo.

O tempo passou: a hora de sair daquela merda finalmente chegou... que felicidade! Mas, por um momento pensei: "Estamos saindo mais tarde... aposto que vamos pegar ônibus ainda mais lotados." Por incrível que pareça, eu estava enganada. Como pouquíssimas pessoas foram ao colégio, os ônibus vieram vazios. Dava até pra escolher o lugar! E de quebra, cheguei mais cedo em casa e descobri que não tenho aula nesta segunda-feira. Isso foi suficiente para alegrar o meu cérebro.
 

Depois disso, fui para casa ao som de Trololo.