O post que todo mundo deveria ler antes de me fazer de Judas

Eu não planejava postar nada aqui, mas lendo alguns comentários feitos no blog, vi a necessidade de um post pra esclarecer algumas coisas.

1) Eu gosto da cultura japonesa, mas não sou otaku

Poooooois é. Esse texto aqui, publicado em 26 de janeiro de 2010, rendeu vários haters. Tudo só porque aleguei ter abandonado minhas otakices.

Como eu havia dito nos comentários daquele post, SIM, eu gosto da cultura japonesa. Assisti a vários tokusatsus, estudo Japonês e gosto do trabalho de vários artistas J-Pop (capsule, Kyary Pamyu Pamyu, TM Network, Yamaguchi Momoe e zilhões de idols dos anos 80, só pra citar). Só não vejo necessidade de adotar certos comportamentos por causa disso. E também não tenho preconceito contra otakus. Tenho contra OTACOS, esse povo que acha que é superior porque assiste alguns animes. Mas isso é outra história.

2) Não gostar de yaoi não me torna homofóbica

Não MESMO.

Sinceramente, esse post publicado poucos dias após aquele dos otakus, é um dos piores que já escrevi, admito. E o Helton, pra colaborar, ainda fez questão de falar mais merda no texto. Mas me crucificar por causa disso já é demais, não concordam?

SIM, amigas fangirls, vocês podem gostar de yaoi, bem como eu tenho o direito de NÃO gostar.

Eu não gosto de yaoi/yuri porque ao meu ver são apenas meios de realizar fetiches de fujoshis e eu realmente não gosto de histórias que giram em torno de um romance (não suporto nem shoujo). Mas se você acha divertido… continue gostando, oras. Afinal, é apenas um anime, um mangá, ou uma fanfiction. Assim como eu não preciso ser uma espécie de “nazista anti-yaoi” (como são alguns dos anônimos homofóbicos que comentaram naquele post), vocês também não precisam endeusar o gênero. Simples, não acham? Fora que o texto foi publicado em 2010. É óbvio que a minha opinião mudou nesse tempo.

E para a informação de vocês… eu shippo Johnlock.

3) Você pode transar com meio mundo se quiser, só não me encha o saco

Ok, esse texto foi o menos ofensivo, mas não custa nada tentar explicar, não é?

Eu realmente aprecio quando me questionam. Não, não estou sendo sarcástica. Eu gosto mesmo. E foi o que a leitora Liebesträume fez nos comentários. Ela apontou alguns erros que deixei no texto, e eu os justifiquei. Como a Ana aqui tem doutorado em Preguiçologia, vou copiar o comentário que enviei como resposta.

“Amém, minhas preces foram atendidas: um leitor que não viesse aqui pra falar de yaoi/yuri. Haha!

Gostei da sua crítica, e entendi onde você quis chegar. O fato é que a minha escrita não se saiu bem dessa vez, fazendo com que você (aliás, qualquer pessoa que leia o texto) entendesse o oposto do que quis dizer. Agora, lá vou eu me explicar... (Parabéns, Ana, por não saber expor suas ideias! Cadê o seu "talento" pra escrever agora?)

Não é que eu esteja xingando todas as pessoas que mantém relações sexuais, muito pelo contrário. Se fosse assim, eu estaria xingando até a minha mãe por isso. Ela teve a primeira gravidez aos 16 anos. Devo condená-la (aliás, qualquer mulher que transe/engravide na adolescência) por isso? Não. Ela não tinha diálogo com os pais, a disciplina era rígida, e falar sobre sexo com os pais nessa idade era um tabu na época. Digo, muitas meninas sofrem por isso, por essa falta de diálogo. Não discrimino isso.

Apenas vejo o sexo como algo superestimado demais nessa geração. E até ouso dizer que os homens sofrem mais com isso. Sabe, aquela velha história de "você não é macho".

Apesar de ter essa opinião, sei que muuuuuuuuuuuuuuita gente transa simplesmente por gostar, e não ligo pra isso. O meu problema é com pessoas promíscuas que acham que outras pessoas deveriam ser como elas. Não ligo se fulano é promíscuo, apenas não quero que tentem me convencer a agir de outro jeito.

Ah! Já ia me esquecendo da relação sexo/produtividade. Me referia, novamente, aos jovens promíscuos que "obrigam" os outros a agirem assim e yadda yadda yadda. A maioria desses caras não tem nada na cabeça. Simplesmente agem como um rebanho. Nem mesmo se questionam. Mas friso: é a maioria. Não posso dizer que são todos.

Em relação ao "respeito", isso varia para cada um. Entendo isso.

Mas o que me inspirou a escrever esse texto foram as ofensas que recebi ao longo dos anos por pensar dessa forma. Talvez por isso o texto tenha saído com algumas "aberturas" a questionamentos... E você foi o único a perceber isso. Ponto pra você!

Enfim, obrigada pelo comentário!”


Menções honrosas: Os anônimos do Esquadrão Anti-Yaoi (ou algo do tipo, ninguém liga)

Apenas a imagem abaixo pode demonstrar a minha verdadeira opinião sobre eles.

JACK PRETO VAI TE DAR UM SOCO NO CU

Chega de internet pra vocês.


Agora fiquem com um dos meus poops favoritos.

“Aqui tem muita putaria e eu tô jogando bosta no seu pai” (LISPECTOR, Clarice)

Reações: 

Basicamente sobre hipocrisia e vadias

Ah, finalmente um post novo nesse blog. Com o andamento do TCC, não tive tempo nem pra escrever merda (não que o meu projeto não seja uma merda, mas…). E agora com as férias, tive mais tempo para observar esta grande geração de merda que infelizmente está habitando este planeta.

Não me refiro apenas aos adolescentes; é completamente normal que eles façam merda (normal no sentido de ser do costume deles, não no sentido de “aceite que existem meninas que acham que Crepúsculo está acima de Drácula de Bram Stoker”). O problema é que praticamente toda a humanidade está cada vez mais hipócrita. Mas antes, vejamos o significado de hipocrisia:

hipocrisia
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)

s. f.

1. Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.

2. Devoção fingida.

Vamos escolher o primeiro significado e aplicá-lo ao texto.

As pessoas estão, sim, fingindo ter ideias e opiniões apreciáveis. A diferença é que elas transformam essas ideias e opiniões “agradáveis” em conceitos, opiniões e atitudes ridículas à medida em que você as conhece melhor. Não entendeu ainda? Permita-me usar de outro exemplo, muito comum por sinal: as mulheres.

Não vou generalizar. Direi apenas que é a maioria infeliz delas.

Grande parte das mulheres hoje faz questão de dizer por aí que são fortes, independentes, delicadas, intelectuais, que possuem respeito próprio, que se valorizam, que não são “umas e outras” e, principalmente, que estão à procura do “homem certo”, para amá-la e respeitá-la como ela é. Okay, por onde eu começo?

1) A imagem da “mulher profunda”

Admita: essas aí, que dizem ser fortes, independentes, delicadas e tudo mais, geralmente não são tudo isso.

Essas mesmas mulheres, que divulgam todas suas “virtudes” em redes sociais como o Facebook, são exatamente o contrário na vida real. Diga-me você: quantas mulheres que você conhece se encaixam nesse perfil? Pouquíssimas… E elas não publicam isso por aí, correto? É o que pensei…

As que dizem aos quatro ventos que são fortes, independentes, intelectuais, que buscam o “homem certo” e yadda yadda yadda geralmente são mulheres fracas, dependentes, vazias e promíscuas. Dessas que acham que amor é contato físico, que amizade entre homens e mulheres não existe, e que compartilham frases da Clarice Lispector na esperança de parecerem menos vadias.

2) O tal do “homem certo” e os conceitos equivocados por parte das vadias

Cansei de logar no Facebook e dar de cara com vadias compartilhando imagens que dizem que os homens devem aceitar as mulheres como são, independente se elas forem feias, gordas, ou se simplesmente não se encaixarem num determinado padrão de beleza. Até aí, tudo bem. O problema é: essas mesmas vadias que compartilham essas imagens são incapazes de aceitar os homens como eles são. Sim, estou falando daquelas em especial, que colocam alguns homens na friendzone porque os mesmos não possuem algum atributo físico (ou até mesmo status) que agrade a elas. E depois vêm as reclamações delas: “Ai, queria tanto ter um namorado, mas tá tão difícil…” e coisas do gênero.

A maioria delas não entende porque ninguém a aceita como é, fica postando frases de dor de cotovelo… Mas ao lidar com um homem, a primeira – aliás, única – coisa que ela vê é a aparência. E ainda reclama porque ninguém a leva a sério.

Eu particularmente não acredito na existência do “homem certo”; acredito em gente que lhe trata como merece e em gente que não vale um peido sequer. Se Fulano trata Fulana como uma qualquer, mas trata Beltrana com respeito e carinho, é sinal de que a Fulana apresenta-se como uma qualquer ao Fulano, ou que o Fulano quer comer a Beltrana, mas não a Fulana. Nuff said.


Ao pensar nisso tudo, cheguei à conclusão de que as mulheres vadias são as criaturas mais hipócritas que existem. Falsas, quase teatrais, se escondem sob a personagem da “mulher profunda”, quando na verdade não querem nada além de contato físico. E ainda reclamam das atitudes dos homens… Bem, pelo menos os homens são sinceros e admitem isso – digo, os homens vadios. Mas isso fica para outro post… Talvez.


O que me fez pensar nisso foi uma pessoa em particular.

Conheço-a há algum tempo. No começo, ela apresentava-se como uma garota normal, uma boa amiga. Ela tinha um namorado. Dizia que o amava, coisa e tal, apesar da relação turbulenta. Mas na prática, não era bem assim que acontecia.

Ela saía com outros (aliás, continua fazendo isso até hoje), escondendo-se do namorado. E ela repetia para todos eles a mesma coisa que dizia sobre o namorado: que ela os amava.

Um dia, quando ela ouviu boatos de que o namorado dela estava a traindo, ela perdeu o eixo. Não sabia se ficava brava, triste, ou os dois. E veio reclamar pra mim, como se tivesse razão. “Como você pode cobrar algo dele que nem mesmo você cumpre?”, eu disse. Ela permaneceu em silêncio.

Nas férias de julho, marquei de sair com um amigo meu. Nos conhecemos há alguns anos, e combinamos de ir ao cinema. Eu não tenho intenção alguma com ele, fora os outros fatores (a minha demissexualidade, por exemplo). Mas ela, ao saber disso, simplesmente surtou. De fato, ela LIGOU pra mim pra tirar satisfação.

- Você não pode sair com ele.

- Por quê?

- Aff, vocês se conhecem faz tempo, certeza que ele vai fazer alguma coisa.

- O que você acha que ele vai fazer comigo?

- Te agarrar!

- Ele não é de fazer isso, e mesmo que ele tente, eu sei me virar.

- Eu sei como eles são… Mas você que sabe.

Então, resolvi jogar para fora o que estava preso…

- Não, não – eu não saio com os meus amigos pra fazer outras coisas, certo? Eu não saio por aí dizendo “eu te amo” pra qualquer um, não beijo qualquer um, não deixo qualquer um encostar em mim. Não é porque você faz isso que eu também faço.

- E precisa falar assim, Ana?

- Mas é claro. Você não é a minha mãe pra dizer com quem eu posso ou não posso sair… E porque essa preocupação toda? Quer sair com ele também? Não tenho nada com ele, se quiser –

E ela desligou.


The Galaxy Song – Monty Python

Whenever life gets you down, Mrs. Brown
And things seem hard or tough
And people are stupid, obnoxious or daft
And you feel that you've had quite eno-o-o-o-o-ough

Just remember that you're standing on a planet that's evolving
And revolving at nine hundred miles an hour
That's orbiting at nineteen miles a second, so it's reckoned
A sun that is the source of all our power
The sun, and you and me, and all the stars that we can see
Are moving at a million miles a day
In an outer spiral arm, at forty thousand miles an hour
Of the galaxy we call the Milky Way

Our galaxy itself contains a hundred billion stars
It's a hundred thousand light-years side to side
It bulges in the middle sixteen thousand light-years thick
But out by us it's just three thousand light-years wide
We're thirty thousand light-years from Galactic Central Point
We go 'round every two hundred million years
And our galaxy is only one of millions of billions
In this amazing and expanding universe

The universe itself keeps on expanding and expanding
In all of the directions it can whiz
As fast as it can go, at the speed of light, you know
Twelve million miles a minute and that's the fastest speed there is
So remember when you're feeling very small and insecure
How amazingly unlikely is your birth
And pray that there's intelligent life somewhere up in space
'Cause there's bugger all down here on Earth

Reações: 

Quem é vivo sempre aparece (às vezes, um morto pode aparecer também…)

ADIVINHA QUEM ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ! (Mundo Canibal mode off)

Sim, eu voltei. Sim, eu sei que não publico nada aqui desde abril. Sim, eu sei que o blog foi invadido por haters extremos de yaoi/yuri nesse tempo. E, sim, eu estive ocupada. Bastante ocupada. Ocupada demais. Ocupando-me com ocupações. Não, ainda não é suficiente… O certo seria dizer que eu estava ocupada pra caralho.

“O que você estava fazendo, Ana? Até onde sei, você não faz nada de importante”, o leitor pode ter pensado. Bem, eu estava fazendo um TCC. Pesquisas, horas intermináveis de programação e momentos frustrantes no Photoshop… Algum dia eu publico um texto aqui explicando com mais detalhes como foi a produção do trabalho de conclusão de curso. Mas por enquanto, digamos que a data de publicação desse futuro post será… quando me der na telha.

Enfim, cambada: eu cheguei a escrever alguns rascunhos, mas nunca cheguei a terminá-los, devido à rotina exaustiva de programar até o cérebro virar uma putaria de comandos <div>. Fora os exames que tive que fazer nos últimos dois meses. Aliás, não comemorem ainda, leitores: eu não tenho uma doença terminal. Vocês ainda terão muito tempo pra ler as minhas merdas.

Assim que eu me livrar dessa preguiça, vou editar os rascunhos que fiz e eventualmente postá-los, m’kay?

Reações: 

Palavras-chave

Estava eu aqui, fuçando nas estatísticas do blog. Eis que vejo o seguinte:

Batima refletindo e roupa moda rabo de esquilo: escolha o melhor

O que a FODA o pessoal estava procurando? E o que tem a ver com o blog?

Ok, ok. O No~Reason é sem sentido mesmo, com uns posts uatafoca, mas… Vamos parar para analisar as palavras-chave:

 

Batima refletindo

Não basta ser o Batman refletindo. Tem que ser o BÁTIMA! Sim, aquele clássico, o da Feira da Fruta. Que reflexão esse povo abençoado de meu Deus buscava no Bátima? E que reflexão do Bátima esperava encontrar AQUI?

Opa, peraí…

O QUÊ? CINCO E MEIA? Tá na hora de comê a tia do Bátima! Feira da fruta, HEY \o\ Feira da fruta, HÁ /o/

 

Palavões (sic) em espanhol

Deve ser por causa do post “Palabrotas! (é ‘palavrão’ em espanhol, vi na Wikipédia)”

No~Reason fornecendo conteúdo e cultura desde… Desde quando mesmo? Aliás, o No~Reason tem alguma postagem ÚTIL, produção?

 

Vina de salsicha

Como curitibana, devo urrar:

WHAT is love, baby don’t hurt me, don’t hurt me, no more

THE

FOCA

IS

THAT?

Pra quem não é de Curitiba, explico:

VINA = SALSICHA

SALSICHA = VINA

VINAS E MAIS VINAS

Entendeu?

“Vina” é “salsicha” em curitibanês. Eu traio o movimento curitibano e não falo “vina” em vez de “salsicha”. Muita gente não acredita que sou curitibana por causa disso – e por causa do sotaque meio do “norrrte” com um toque de mineirice e ausência de “leite quente”. MAS QUEM SE IMPORTA?

Enfim…

Se (salsicha = vina), então… O que diabos esfolofóricos seria uma vina de salsicha?

INCEPTION!

 

ANIME DEPOIS DE MORRER

ALERTA DE OTAKU, ALERTA DE OTAKU. REPORTE-SE AO QG IMEDIATAMENTE E REMOVA TODAS AS NARUTAGENS.

Ok, chega de escrotice. Afinal, um dia eu fui otaku. Mas hoje passo bem. Enfim…

Não entendi porque cáspitas voadoras isso está relacionado ao blog. Não me lembro do Helton ou da Stephany terem postado algo do tipo. Eu, muito menos.

Acho que tem algo a ver com uma comunidade do quase falecido Orkut, chamada “Otaku não morre, vira anime”, ou algo assim. Na verdade, otakus, como qualquer ser humano, morrem e viram defuntos. Simples assim.

A não ser que algum parente ou amigo próximo resolva lhe ressuscitar reunindo as Sete Esferas do Dragão.

 

Roupa moda rabo de esquilo

Cara, se não foi o Helton, eu não sei quem foi. Na boa, isso é obra de cariqueiros.

 

Tirinhas de otakus

CARA

DESCULPA AÍ

Você veio pro blog errado. Sai.

Primeiro: se tem algo que me ENJOOU na internerds de verdade, é essas tirinhas de memes aí. Você abre o Facebook: os FFFUUUs da vida estão lá. Acessa um blog de “humor”: os forever alones e cia estão lá também. Cara, SATUROU. Aliás, fica aqui uma dica pra quem quer fazer blog de humor de verdade: evite essa aids de memes o máximo que puder.

Segundo: o blog não faz mais parte do “mundo” otaku há mais de 8000 anos. Faz favô!

 

Enfim…

Isso só demonstra que blogs uatafoca têm leitores uatafoca. Simples, não?

Reações: 

Pena de morte

Oi.

Sem assuntos polêmicos hoje, amiguinho imaginário. Trata-se de uma fobia que possuo desde que nasci. É uma das fobias mais babacas já existentes, senão a mais babaca logo. Medo de altura? Não. Medo de barata? Não ‒ de fato, adoro pisar em uma. Medo de aranha? Também não. Medo da Dilma? Talvez. Mas nada, nada se compara ao meu incurável e ridiculamente improvável medo de penas.

Esta em especial me dá um medo extra. Oh God, make it stop...

Sim, amiguinho: penas. Penas, plumas, essas coisas que os pássaros têm. Morro de medo da porra de uma pena! Para me ver gritando desesperada, como se não houvessem esperanças para o mundo, basta colocar uma pena que seja na minha frente e me ameaçar com ela.

‒ Mãos ao alto! Vai passando a bolsa!

‒ Mas você não tá armado.

(tirando uma pena do bolso) E agora? Passa a bolsa senão eu vou te fazer cócegas! 

E fique pasmo, amiguinho, essa porra de fobia tem nome: pteronofobia. Você encontrará resultados no Google, sim, mas nada esclarecedor, o que me deixa ainda mais estranha. Afinal, se não está no Google, não existe. Ah, sim: pteronofobia aparece no Windows Live Writer com aquele sublinhado vermelho. Nem o Writer sabe o que é isso!

Does not compute
Sem zoeira

Não, não passei por nenhum trauma com nenhuma ave. Talvez na vida passada eu tenha morrido engasgada com uma pena de galinha, enquanto um avestruz louco me arrastava, araras gritavam no meu ouvido e uma pomba depositava seu arsenal cagatório em minha cabeça. Urgh, sinto arrepios só de pensar, enquanto você deve estar se cagando de rir aí. Pode rir, eu já me acostumei.

Vai ver é por isso que tenho total aversão a bailes funk, afinal, só tem galinha lá. E também não gosto muito do Park Shopping Barigüi: olhe em volta, e verá apenas peruas.

E falando em penas, não entendo porque tem tantas pombas no centro. Sempre que vou pra lá, vou paranoica. Medo de ladrão? Não. Medo de ser abordada por uma pomba trombadinha. Como se ela fosse dizer: “Passa a pipoca aí ou eu vou cagar na tua cabeça, morô?”.

Aproveitando o embalo pombal, gostaria de fazer um apelo pra você, que alimenta essas desgraçadas: você merece chupar o cu de um elefante com diarreia. Não apenas porque me cago de medo de penas, mas também porque o bicho é muito filho da puta. A pomba é uma verdadeira colônia de piolhos, suja, come qualquer merda que joguem pra ela, transmite tantas doenças quanto um rato, anda igual um idiota e ainda assim faz o favor de defecar na cabeça humana mais próxima. Agora eu pergunto: como um bicho lazarento desses pode simbolizar a paz?

Mas é isso aí mesmo. Todo mundo tem seu calcanhar de Aquiles. O problema é que se uma galinha ficar a 10 metros de distância do meu calcanhar, já será motivo suficiente para dar um piti.

Reações: 

Desaniversários em série

Neste dia, no ano de 1995, Deus disse: “É hoje que a Ana nasce, quero nem saber, se virem aí.” E desde então recebo os parabéns.

Nestes 17 anos de vida, não fiz nada além de comer, cagar, respirar e estudar. Não fiz nada de diferente para a humanidade. Não mudei a vida de ninguém. Não sou nenhuma heroína. Não fiz nada marcante. Então, pergunto: parabéns POR QUÊ?

“Porque você é uma menina inteligente que está 4 anos adiantada na escola.” – Ah, tá. Grande merda. O pessoal acha que isso é ultracool mas na verdade não faz diferença alguma na minha vida. Não me traz nem status e nem benefícios. E também não ajuda a inflar o ego.

E completar 17 anos não é algo marcante que vai mudar sua vida. Nunca vi graça nessa coisa de “você tem 17 anos? NOSSA, DEVE SER MÁGICO”. Não é. A vida, as pessoas queridas, os filhos da puta, as graças e os problemas continuam os mesmos. Não vejo motivo de tanta comemoração para algo que representa só um ano a mais. Engraçado que sempre tive essa linha de pensamento. Minha mãe queria fazer uma festa de 15 anos em 2010, mas eu recusei a proposta. Primeiro porque eu não conheço gente o suficiente pra convidar pra uma festa. Segundo: eu odeio festas. Terceiro: gastar dinheiro com merda pra que?

Fora aquela hipocrisia básica… O povo deve ter recebido na caixa de entrada do e-mail a mensagem do Facebook: “Você tem 1 amigo que faz aniversário essa semana”. Se não fosse por isso, eu duvido que 90% do pessoal que conheço teria me dado os parabéns. Apesar que só 4 deles fizeram isso… Menos mal. Quanto menos gente fazendo isso, melhor.

O problema é: dessas 4 pessoas, 3 não falam comigo. Passam anos inteiros sem lembrar da minha existência. Mas, graças à rede social do Tio Zuckerberg, eles podem ser “educados” – porque é óbvio que eles fazem isso pra passar a imagem de pessoas educadas. Tudo bem, respondi de boa no Facebook, mas a vontade era de dizer: “Véi… Vocês não falam comigo, não lêem meu blog, não me conhecem o suficiente pra saber se mereço os parabéns. Por que fizeram essa merda?”

E não, não é mimimi aborrescente. Sou grata a Deus e a tudo que acredito pelo que tenho, agradeço aos familiares e aos poucos amigos que lembraram da data… Mas não vejo motivo algum para a parabenização. Eu não faço porra nenhuma além de comer, cagar, respirar, estudar e postar merda.

Who cares?

Reações: 

Post do ouriço azul

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 29 de março de 2012.

Sem polêmicas hoje. Hoje o assunto é mais digerível do que não fazer faculdade ou ainda ter hímen. Enfim…

Nasci nos meados dos anos 90. Não me considero uma 90’s kid, afinal, nesta década eu era um bebê. Afirmar isso é coisa de hipster babaca que acha que já é “grandinho”.

Apesar de ter nascido nessa época, minha infância foi preenchida com referências da cultura pop dos anos 60, 70, 80 e 90 (sobretudo estas duas últimas décadas). Passava o dia lendo gibis da Turma da Mônica e do Pato Donald – tanto os antigos quanto os que eram novos na época –, jogando Super Nintendo e Mega Drive, ouvindo Trem da Alegria e Balão Mágico, assistindo Jaspion, Changeman, Beakman, e sonhando em ser a versão feminina do Marty McFly. Eu não usava drogas…

Como citei previamente, joguei muito 16-bits: SNES e Mega Drive. Cresci jogando Mario e Sonic.

Eu gostava do Sonic pra cacete. Lembro até de ter uma meia do ouriço. Apesar de jogar Mario com mais frequência, achava o bicho azul da Sega bem mais carismático e criativo do que o encanador italiano matador de tartarugas – porra, estamos falando de um ouriço AZUL que corre em velocidade supersônica e que confronta um cientista megalomaníaco louco por robôs!

FUCKING EPIC
LULZ


Fora que a causa do Sonic é mais nobre do que a do Mario. O bigodudo da Big N se fode pra salvar a Peach enquanto o Sonic tenta impedir o Robotnik de criar uma utopia robótica. Mas que envergadura moral tem uma pessoa que possui o VHS de “Super Mario Bros. – The Movie” pra criticar o encanador?

O Sonic era foda. Com uma cara de “tô meio mau humorado hoje, bora chutar a bunda do Robotnik”, baixinho, redondinho e colorido, era óbvio que a Sega iria desfrutar do sucesso de um mascote que atraía a atenção da molecada da época.

Não vou comentar sobre toooooda a história do mascote da Sega, porque eu imagino que quem lê este blog já saiba dela.

Tudo ia bem até que…

VOCÊ NÃO É O SONIC, SAI DAQUI

…ESTA MERDA APARECE!

Cara, na boa. Que porra fizeram com o Sonic?

Transformaram um personagem marcante em algo irritante. Fora as cagadas nos jogos, como demorar MAIS pra pegar velocidade, os “turbos”, os ETs meio sem-noção em Sonic Colors…

Tiraram a graça do Sonic, que era correr, correr e correr com uma “física” consistente. Hoje em dia você demora um certo tempo até pegar uma velocidade, destrói uns robozinhos meio toscos e tem que ouvir a voz irritante de “adolescente ultracool” do ouriço, além das fases trazerem aquela maravilhosa sensação de epilepsia…

Não que os novos jogos sejam ruins. São bons, mas não são Sonic – apenas no nome.

Compare
Falaê: qual deles você socaria?


Pense se fizessem isso com o Mario. Tente imaginar o Shiggy dizendo: “Okay, os games estão evoluindo, então vamos fazer nosso mascote entrar na nova geração. Sabe o Mario? Então pega ele, deixa ele meio adolescente e põe uns trejeitos ‘radicais UHUL’. Pronto, agora todo mundo vai amar isso.”

Por falar em Mario, era legal quando havia a rivalidade épica do encanador e do ouriço. Antes era assim: ou você gostava do Mario, ou você gostava do Sonic. Não tinha meio-termo, era 8 ou 80. E depois, o que acontece?

Meu universo tinha explodido na época

No meu universo, onde as coisas funcionam perfeitamente, esta merda NUNCA aconteceria. Muito conveniente fazer os personagens darem um aperto de mão após as campanhas do tipo Genesis does

Se a Sega não tivesse cagado com o próprio mascote (e investido em consoles falhos), talvez não fosse uma softhouse morta-viva. Mas todos sabem que a história não foi bem assim. E pensar que “Sega” já foi um nome de respeito com bons títulos…

Mas, só pra finalizar:

Clássico é clássico, next gen é meu pau de óculos

ISTO É SONIC.

Reações: 

Qual é o problema da virgindade?

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 17 de março de 2012.

Segundo post polêmico do dia. Yay!

Fiz uma pequena introspecção esses dias. Nada demais, eu gosto de fazer isso. Faz bem…

Enfim… O pensamento que deu origem a esta postagem foi bem simples:

“Estou a alguns passos de completar 17 anos. Logo me formarei. Tirando os anos adiantados na escola, os gostos estranhos e os poucos amigos, o que mais me diferencia do resto? Só pode ser a virgindade.”

Não que eu reclame por ser virgem, muito pelo contrário. Me orgulho disso. É o porquê desse orgulho que ninguém entende. O que direi a seguir pode parecer extremamente egoísta e metido – e é, infelizmente –, mas até que faz sentido:

Apenas os desesperados por atenção se deixam levar pela promiscuidade em idade tão tenra. Sabe, pessoas que não sabem aproveitar a idade pra fazer algo produtivo, ou no mínimo criativo. A maioria esmagadora e desvirginada crê que aproveitar a juventude é isso: beber, talvez até fumar, dançar, passar vexame nas ruas de madrugada, “pegar geral” e transar. Me enoja só de pensar em estar no lugar desses seres. Aliás, odeio o termo “pegar”. Ô geração escrota essa em que vivo.

Eu sei escrever. Meus textos podem não ser grande coisa, mas são melhores do que muitos criados pelo pessoal da mesma faixa etária que a minha. Dê uma revirada nos blogs e tumblrs adolescentes, e espante-se com a mediocridade. Só não diga que eu não avisei.

Eu sou inteligente, por mais que neste blog eu prove o contrário. Sou bonita à minha maneira – menos quando acordo. E, acima de tudo, tenho algo importantíssimo chamado respeito próprio.

Eu me respeito. Por me respeitar tanto, não me deixo envolver com qualquer merda só porque a maioria o faz. Não fumo e não bebo porque não vejo razões plausíveis para estragar meus pulmões e meu fígado a esmo. Não beijo qualquer moleque retardado só porque as biscates precoces vivem disso. Por isso, não sou vazia como o resto: tenho princípios.

Se essas pessoas fossem tão felizes consigo mesmas, elas estariam fazendo tamanha merda? É o jeito delas de se iludirem.

Já disse PC Siqueira: “as pessoas saem na rua pra tomar no cu.” Não sou muito fã dele, mas isso é verdade. Acham que isso é diversão, mas no fundo sabe o quanto são vazias.

Nunca beijei ninguém. Nunca tive paixões – até porque nessa idade, dizer que tenho “experiência” no assunto, é babaquice. Muito menos transei. E adivinhe só: sou feliz assim. Não que eu queira ficar assim pro resto da vida. Apenas creio que tudo na vida tem seu tempo. E tudo é apressado demais nessa geração. Whoa there, slow down…

E não, não estou aqui para dar uma de “crente pura, glória irmãos”. Longe disso. Quero apenas mostrar que tem algo errado nisso aí, e que esse pessoal vazio deveria se questionar. Mas eu duvido que isso aconteça.

Se você chegou a este blog, leu este post e se identificou, fico feliz. É sinal de que também existe vida inteligente na Terra.

Reações: 

O não tão esperado post sobre faculdades que a Ana prometeu

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 17 de março de 2012.

Pronto, leitor imaginário. A postagem (que eu prometi publicar em uns dois posts, acho) está aqui. Agora, acomode-se, aconchegue-se em sua cadeira: a forma com que abordarei este assunto pode lhe ofender, ou mais provavelmente, lhe fazer pensar que sou uma completa idiota – o que não deixa de ter um fundo de verdade. Afinal, o que você esperava de um blog cujo título é “Imbecil e Inexperiente”?

Não, leitor imaginário e universitário (ou já formado), não vou ofender a sua universidade. Farei pior.

Há anos venho pensando no que fazer depois que o Ensino Médio for concluído. Pensei em áreas diversas: Jornalismo, Publicidade, Letras, Belas Artes, e até mesmo Psicologia… Pensei uma vez. Duas vezes. Três vezes. Ouvi sugestões de parentes e amigos próximos. Pensei de novo. Ponderei. Pensei mais n vezes. E assim fui repetindo esse círculo vicioso, até chegar em uma conclusão:

“Eu não seria feliz sendo jornalista. Publicidade é bacana, mas não o suficiente. Letras pode parecer uma boa ideia, mas vou me frustrar. Belas Artes, hm, quem sabe, mas não. E a Psicologia deixo para o meu irmão, não sei nem porque pensei nisso. Quer saber de uma coisa? Vou fazer porra nenhuma! …É sério. Fuck the police, fuck the teachers, fuck the vestibular, fuck the ENEM, fuck the pedantes. (Não traduzi de propósito, viu, leitor bocó?)

Sim, amigo imaginário. Você leu e entendeu isso mesmo: EU NÃO FAREI A MERDA DA FACULDADE!

Agora imagino milhões de comentários aqui, que variam de “E O QUE VOCÊ VAI FAZER DA VIDA DEPOIS?”, “GURIA RETARDADA QUE NÃO SABE DE NADA DA VIDA” a “VAI TOMAR NO CU, IDIOTA!”.

Antes que a “nobreza” da internet resolva fazer comentários raivosos a esmo, permita-me explicar:

Nunca, em hipótese alguma, um diploma em qualquer curso que fosse poderia me fazer realizada. Gastaria 4 ou 5 anos da minha vida em algo que eu, com toda a certeza do universo, não usaria para nada além de dizer: “É, eu tenho um diploma, agora pare de encher o saco.”

O ponto é: não me identifico totalmente com nenhuma área. Nenhuma. Essas áreas que citei previamente têm, sim, algo que me interessaria. Note: apenas algo. Mas fazer o curso em si seria irritante, chato, e até mesmo depressivo – afinal, eu odeio ter que fazer algo que não escolhi fazer. Só o curso técnico já está sendo uma tortura, mas graças a Deus este é o meu último ano nessa merda.

Não nasci para ficar confinada em um escritório; seja mandando nos outros, seja sendo mandada por outros.

Não há nada neste grande “cardápio de profissões” que consiga capturar pelo menos 50% do meu interesse… E não é por vagabundice, não. Se fosse, eu admitiria. Nunca minto no que escrevo.

Além disso, creio que se não houvesse tamanha pressão das instituições de ensino, ninguém ligaria pra isso. Sim, pressão. Somos pressionados desde pequenos.

  • Primeiros anos do Ensino Fundamental (1ª série até a 4ª, mais ou menos): O que você quer ser quando crescer?
  • A partir da 5ª série: O que você vai ser quando crescer?
  • 8ª série: Já pensou no que vai fazer na faculdade?
  • 1º e 2º anos: O que você vai fazer na faculdade?
  • 3º ano (e 4º, pro pessoal que se fode no curso técnico como eu): Qual o seu nome? Fulano, diga o que você fará quando sair daqui. Ah, curso tal? Legal. Ok. E você aí atrás, qual é o seu nome e o que fará quando sair daqui? Hm, legal. Agora façam uma redação sobre a área que vocês vão trabalhar, valendo dois pontos e meio, pra entregar no dia 18.

Não entendeu aonde quis chegar com isso? Explico:

No primeiro tópico, somos perguntados sobre o que queremos. No segundo, o que seremos. No terceiro, já em tom de cobrança, se já pensamos sobre o assunto. No quarto tópico, o que faremos. E por último, o pior estágio de todos: a pressão chega a um nível tão escroto, a pergunta fica tão automática que nem se importam mais com o que queremos. Neste estágio, esquecem-se de perguntar se realmente queríamos isso para nós mesmos. Não chega nem a ser uma pergunta. Vira cobrança pura misturada com a famosa neura apressada de vestibular.

E nessa cobrança, entra o comportamento típico e questionável dos professores:

Típico blá-blá-blá de professor.

Nessa cobrança toda, os professores são como um Seu Barriga na vida dos alunos – uma versão muito mais chata e sem o brilho da criatividade genial do Chesperito. Os alunos normais, que aceitaram a pressão, são os moradores da vila. E eu sou o Seu Madruga: sempre devendo 14 meses de aluguel, sempre fugindo da barriga do Seu Cobrança. Digo…

Fora que com o diploma do curso técnico, eu tenho chances no mercado de trabalho. Sutilmente reduzidas pelo fato de ser mulher, mas estão aí. Logo, a falácia de “sem diploma, você não é nada” torna-se inválida. Não preciso de faculdade pra ganhar dinheiro.

Ah, já ia me esquecendo… Não quero ter uma vidinha comum e medíocre, aquela coisa de “vou me formar numa UniQualquer, num curso meia-boca, comprar minha casa e meu carro, me casar e ter dois filhos, a Maria Eduarda e o João Vitor”. Os tradicionais que me desculpem, mas não vejo graça nisso.

Deu pra entender onde quero chegar?

Mas não se ofenda, amigo leitor imaginário: não leve a minha opinião tão a sério. Se você quer fazer – ou já fez – faculdade e se sente feliz assim, faça, oras. Do mesmo jeito que a sua opinião não influi a minha em nada, a minha também não terá influências sobre a sua. Sabe, esse negócio de fazer discussões intermináveis na internet é tão 2006…

Não me xingue no Twitter, ok, amiguinho imaginário?

Ana out.

Reações: 

Aos anônimos, com asco

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 5 de fevereiro de 2012.

Não, amiguinho. É asco mesmo, eu não digitei “saco” errado.

Recebo críticas desde que entrei no mundo dos blogs ruins – ou seja, desde 2008, quando publicava textos de qualidade duvidosa no blog No~Reason. Por increça que parível, eu gosto de ser criticada pelos motivos a seguir:

  1. Ninguém comenta nada nas minhas postagens, pois meus textos são enormes e ninguém tem saco pra ler. Agora eu digitei “saco” mesmo, e não “asco”. Mas de fato, todo mundo tem asco pra ler meus textos.
  2. Quando comentam, é um comentário babaca ou uma crítica sem fundamentos.
  3. Eu gosto de criticar os outros.
  4. As críticas sempre são mais engraçadas do que os elogios.

Entretanto, há um tipo de crítica que me diverte mais, que me traz um regozijo maior. Esta crítica, meus queridos leitores imaginários, é a anônima.

Quando o crítico normal faz seu ofício – o de reclamar a esmo –, ele admite o que diz e deixa seu recado com seu nome ou pseudônimo. Já o anônimo, não. Ele tem a capacidade de escrever o que pensa, mas não de dizer: “Eu sou o Fulano, acho isso, isso e aquilo, por isso seu blog é uma merda.” E é justamente por isso que o escárnio anônimo me entretém: nenhum anônimo tem colhões o suficiente para dar a cara a tapa.

O raciocínio do anonimato funciona assim:

“Eu não gosto da opinião desse cara. Talvez porque minha cabeça é pequena demais e não consigo pensar ‘para fora da caixa’. Mas a discórdia não é suficiente para mim. Eu TENHO que ofender esse cara. Ele não pensa como eu. Ele é um babaca! Vou dizer que o texto dele é ruim, que ele é burro e não darei nenhum argumento válido no comentário. Mas eu não tenho coragem de fazer isso, porque no fundo eu sei que estou fazendo merda… Ah! Mas a Internet me deixa fazer o que quiser anonimamente. Estou salvo!”

E eu tenho um histórico razoável de postagens que receberam comentários raivosos. Já falei mal de otakus, de shoujo, de Crepúsculo, dos pedantes fãs do Chico Buarque, da ida do Hermes & Renato (hoje Banana Mecânica) à Record, de yaoi e yuri… É, não é pouca merda. A massa burra com tendências fortes ao pedantismo me vê como uma espécie de “traidora do movimento”.

Por isso trago um apanhado de comentários que recebi (no meu antigo blog, no Tumblr e até no Twitter), para exemplificar o tipo de crítica que traz o meu júbilo.

____________________________________

Onde: Blog No~Reason

Postagem: Por quê não sou mais otaku

Contexto: Fiz um texto explicando porque deixei de ser otaku. Um verdadeiro escárnio aos amantes retardados da cultura japonesa, mas que deixou a desejar nos argumentos. Para fechar o pastel, o Helton (grande amigo e outro autor do blog) ainda fez um update na postagem xingando o universo otacú (é assim que se pronuncia otaku, sabia?). Isso foi o estopim para que uma otaca que se identificava como “juh-chan *-*~” (sic) explodisse sua fúria em palavras, argumentos inválidos e uma porrada de emoticons. Aí você me diz: “Mas Ana, ela se identificou. Ela não é anônima”. Realmente. Mas ela só deixou o pseudônimo escroto, sem nenhum link que redirecionasse a qualquer site dela que fosse (orkut, twitter, blog…), além de ter deixado o comentário lá e nunca mais ter voltado. Eis que o Rafael, o leitor mais fiel daquele blog, se revoltou com a otaca e postou um comentário que é digno o bastante para ser publicado aqui. Enfim…

juh-chan *-*~ disse...

odiei esse texto.... q coisa mais preconceituosa isso sou otome (feminino de OTAKU pra quem num sabe.. ¬_¬) com orgulho sim!! eu amo eventos de anime *--*, amo minhas tokinhas e orelinhas <3, falo coisas em japones, tenho um monteee de bottons na minha mochila *o*~, amo anime e mangá *O*, e quero mto ir para o japao.... quem fala mal assim soh pode ser uma coisa "INVEJA", vcs num conseguem ser kawaiis estilosos e originais como nos OTAKUS E OTOMES, por isso ficam escrevendo essas coisas BAKAS na net!!! ¬_¬ o pior eh os comments aki, conseguem ser pior do q a pessoa q escreveu isso.... vcs sao gente sem opniao E SEM CULTURAAA, otakus sim tem cultura, ao contrario de vcs q nao entendem de nda!!! ÒÓ' vcs devem ter inveja dos JAPONESES tbm pq eles sao mto kawaiis e alem disso sao japas *o*~ e vcs sao soh brasileiros toscos!!! esse blog eh BAKA assim como as pessoas q postma aki... vcs nao merecem respeito nennhum!!! pq vcs nao sabem respeitar a cultura japonesa!!! SER OTAKU EH SER TDO DE BOM.... COISA Q VCS NUNCA VAO SER.... eh por isso q eu quero sair do brasil aki soh tem gente sem respeito!!! no japao eles respeitam os otakus sabia??? acho q nao neh, vcs nao entendem nda.... u_u' mas fazer oq neh, nem tdo mundo eh perfeito. vou para de escrever aki, acho q vcs ja forão mto humilados.... kissus da juh-chan pra vcs, seus BAKAS! ;*

Rafael rafss disse...

HSUAHSUASHASUAHSAUHS caguei de rir agora XD
"vcs devem ter inveja dos JAPONESES"
"eh por isso q eu quero sair do brasil aki soh tem gente sem respeito!!! no japao eles respeitam os otakus sabia??? acho q nao neh, vcs nao entendem nda..."
POBRE CRIANÇA, MEUS PÊSAMES A VC..
1° Da onde MTF "fãs de animes e mangás" são chamados de otaku no japão ... ¬¬
Otaku no japão eh ridicularizado eh alvo de gangs...
Vá se informar antes de falar...
Grandes conhecimento q vc tem do Japão sua noiada.
Da onde que otakus brasileiros como vc digasse de passagem são estilosos.. ¬¬ ateh os emos tem mais estilo.. fato/
Vai paga pau pra lolita, visual kei o caralho a4...
Vc não é nem nunca será algo alem de uma "modista"..
GAROTINHA Q SEGUE A MODINHA..
VAI CHUTA SACO DE BÓDE E NUM FODE..
"ui eu tenho botons lalalala
grandes merda vc usa botons de animes q nunca deve ter ouvido falar na vida... soh pq acha eles kwaii ¬¬. .. tenha o minimo de descencia pra ao menos fazer uma seleção... Quanto as toquinhas
HAHAHAHAHA aaaaa as tokinhas, ateh a faixa etária dos 9 anos tudo bem vc usar eh moh bunitinhas msm...
mas passou dessa idade eh o cumulo do ridiculo, as garotas brasileiras
por mais q tentem não ficam bonitinhas e fofas q nem as japinhas fato... vc eh mestiça sua desgrama.. eh feia geneticamente não vai ser uma toca q vai te dar status de algo ou te deixar fofinha...
Tenha dó ve se cresce..
Quanto a inveja de japones..
Putz admiro muito as qualidades deles, eles são fodas fato/
Agora vamos falar das coisas ruins do Japão neh filha...
Vai pra la e se acostume a rotina de não podes deles... anda sozinha na rua ca sua toquinha pra ver se uma gang não te espanca te estupra e manda o dedo pros seus pais..
com cortezias da mafia...
Como qualquer outro pais o Japão não é mil maravilhas eh questão de propaganda ¬¬...
Jah fiz otro post aqui caralho xP
Continuando, não força
ta você não fala japones, não sabe escrever em japones muito menos ler..
Compra mangá editado, assiste anime legendado, confunde lanchonete de chines com japones..
Vc eh fã msm.. Vai assistir tokusatsu com audio original em japa que nem a Ana faz... ou cria um fansine... com estilos de traços de desenho do mangá como o Hell faz...
Vc não tem qualidade nenhuma pra comentar sobre algo que você conhece tão superficialmente...
APRENDA UMA COISA QUEM TEM INVEJA DO JAPÃO, EH QUEM SE AUTO PROCLAMA DE "OTAKU", pelo que eu percebi vc não eh "viciada" nem nada vc eh uma lezada que mal conhece o mundo q gira em torno dos eventos no Brasil... Que em nada prestigiam a cultura japonesa ou algo do tipo..
Que hoje se resume a um antro de atrocidades, mediocridade, cheio de emos, manos, posers, garotinhas metidas a kawaii..
Resumindo um negocio..
Uma festa pra arrecadar dinheiro e soh...
ENTÃO CONTINUE SENDO SUPER FELIZ, SALTITANTE E LEZADA E ENTREGUE SEU DINHEIRO PRA UMA CAMBADA QUE EXPLORA UMA MODINHA ESCROTA, QUE EM NADA...NADA MSM, SE APROXIMA DA ROTINA DOS FÃS JAPONESES...
Cansei de digitar.. xP
O Blog eh show ta de parabens, se quizer respomder responda... com seus argumentos hyper construtivos.. senhora eu amo o Japão e não sei a diferença entre Kanagawa , Yamanashi e Fukuoka..
FA-LEI na sargada...

Ana "Satou" Caroline disse...

Juh-chan, você não tem argumentos. Inveja NUNCA vai ser um argumento, entenda isso.
E foda-se se você é otome. Você deveria se denominar otaku mesmo, afinal, otome no idioma japonês significa "moça virgem". (sem zoeira, isso é verdade)
Você é tão infantil que não notou que as suas ofensas (?) não conseguem ofender nem mesmo uma garotinha de 7 anos. "Baka"? Vai aprender a xingar, filha da puta.
"Sem cultura"? Nossa, quem vê pensa que você é uma menina muito culta. Não pense que só porque você tem um pouco de cultura a mais do que funkeiros que você não pode ser criticada. TODOS podem ser criticados, até mesmo Chuck Norris.
"e vcs sao soh brasileiros toscos!!!"
AHUAHUAHUAHUAHUAHUAUAHAHUHA, e você é o que, imbecil? Pode ter certeza, você não é japonesa.
Otakus no Japão são pessoas que têm um VÍCIO DOENTIO por animes, ficam trancados em seus quartos, VEGETANDO na frente de seus computadores, E SIM, eles são motivo de chacota por lá. Já que você adora animes, assista NHK ni Youkoso e você verá que isso é ridículo. E tem mais, os otakus brasileiros geralmente são emos digievoluídos.
Aposto que você só ouve música made in Japan e acha que o Bou é mulher. Aposto que você come miojo de galinha caipira com palitinhos de churrasco só pra TENTAR convencer de que você está comendo ramen. Aposto que você fica igual uma corça (corça: fêmea do veado) pulando em eventos de anime.
Vá tomar bem no meio do seu cuzinho de otome, se entupa de Mupy, pegue os seus 998428594527878346274387462753487826472364725427583475478718378748478 bottons e espete seus olhos com eles, pinte o cabelo de rosa PENSANDO que virou um anime, vá pro Bairro da Liberdade E RODE A SUA BOLSINHA KAWAII POR LÁ.
Fecha o cu pra falar com a gente, sua biscate metida a japonesa.

____________________________________

Onde: Twitter

Postagem: “gente que se acha super inteligente porque ouve Chico Buarque”, ou algo assim. Em letra minúscula e sem ponto final mesmo.

Contexto: O tweet está aí em cima. Bastou eu dizer isso para que os pedantes me atacassem.

Acho que tweetei isso há quase 1 ano. Não tenho print screens nem nada, mas garanto que o pessoal da “Família MPB S2 S2” queria comer meu cu em um espeto.

Primeiro, uma mulher, na tentativa de passar uma imagem de “diplomata”, disse algo que se assemelha a isso:

“Críticas a gostos musicais não levam a nada. É infantil e desnecessário.”

A parte engraçada ainda está por vir. Um homem – provavelmente homoafetivo, sem preconceitos –, exprimiu seu ódio em letras garrafais:

“QUEM VC PENSA QUE É P/ FALAR MAL DO CHICO SUA COISADA!!!”

Não lembro o que respondi para esses coisados. Mas posso afirmar que o que escrevi não foi uma crítica ao Chico Buarque, por mais que eu não veja grandes coisas no trabalho dele. A crítica era aos fãs metidos a intelectuais dele. E o fato de eles terem expressado tanto ódio por causa de um mísero tweet comprova o que escrevi: gente que se acha super inteligente porque ouve Chico Buarque. E de novo, eles não eram anônimos, estou ciente disso. Mas a atitude deles de mandarem os tweets e depois apagar é igual a atitude de um anônimo: na hora eles tiveram coragem para dizer o que pensavam, mas depois se arrependeram e apagaram.

____________________________________

Onde: Tumblr

Postagem: Foto de uma frase que escrevi no quadro branco do quarto da minha prima Celene. Quem tirou a foto foi ela mesma, por vontade própria. “’E as vaquinhas que, por onde passam, deixam seu rastro de bosta.’ (Clarice Lispector)” era a frase maldita que causou risos em alguns amigos. Sinceramente, não achei a frase engraçada. Achei tosca, e só.

Contexto: Dei uma editada básica na foto e coloquei o endereço do meu Tumblr nela, e a publiquei no mesmo. A postagem se constitui da imagem seguida dos dizeres: “Minha humilde homenagem ao pessoal que compartilha frases de autores como Clarice Lispector ou Caio Fernando Abreu na esperança de passar uma imagem de pessoa culta. Afinal, Mamonas Assassinas também é cultura, seus pseudo-cults.” A postagem recebeu 16 notes e ninguém reclamou disso. Isto gerou um ódio profundo por mim no coraçãozinho de uma integrante anônima do Esquadrão Lispector.

Quando desenhei o poker face, tive uma premonição: afinal, esta foi a cara que fiz quando vi tanto ódio escrito.

A pessoa me enviou a seguinte ask:

“kkkkkkk caraleo, mina passar imagem culta? Se foder. Não tem nada disso. E amor por leitura. E se tu não gosta de nenhum dos dois não perde teu tempo mandando recadinho SEM SENSO pra quem curte, beleza? Porque da a imagem que tu ama os dois mas ta do armário ainda. Fica na tua porra.”

Confusa, sem entender o porquê da ira, respondi:

“Como se fica na porra? Se eu nasci, já não sou mais uma porra. HAUHAUHA

A julgar pelo jeito que você escreve, você não aparenta ter o costume de ler. Quem escreve “caraleo” e posta em anônimo não merece meu respeito.

E pelo amor de Deus, tenho poucos followers, reblogo grande parte dos posts que vejo, raramente produzo algo aqui, e você vem se revoltar com UMA imagem? Vá tomar um anticoncepcional pra ver se essa sua TPM passa… Ou vá dar. Mais simples e econômico.

Ana out.

A partir daqui, iniciou-se um ping-pong de três sets, digamos assim. Ela enviava uma ask, eu respondia, e assim vai. Enfim, aqui está o segundo set:

“A burra aqui é tu pelo visto. Caraleo -palavrão- está escrito de forma CORRETA, mina. Se tu não sabe ''caraLHo'' não é palavrão; e sim aquela cestinha de embarcações antigas de onde costumam gritar ' 'terra a vista '', burra. kkkkkkk Ta vendo? Nem ortografia tu sabe, mano. Faz assim, primeiro tu vai aprender gramática e depois a gente leva um papo de gente que entende que escreve direito. Ok?”

“E você continua postando em anônimo. Se você escreve anonimamente, é sinal de que, de certa forma, consigo lhe intimidar. Caso contrário, você não teria medo de dar a cara a tapa. Se você tem medo de se responsabilizar pelo que escreve, sugiro que saia da internet. Meu respeito por você é nulo.

A melhor coisa a se fazer quando se é criticado na internet, é ignorar os comentários e continuar publicando merda. Mas no meu caso, sou uma nerd que não tem nada pra fazer nas férias. Por isso ainda lhe dou um mínimo de atenção. Pra mim, não basta publicar merda: eu tenho que dar atenção pra merda também.

Sabe, eu falo o que penso e assumo. Se eu quero dizer que sou idiota, digo: “Eu sou idiota - Ass.: Ana”. Se quero dizer que fulano é idiota, digo: “Fulano é idiota - Ass.: Ana”. Se eu tivesse tirado a virgindade da sua mãe, deixaria um bilhete no clítoris dela com os dizeres: “Fui eu quem tirou a virgindade da sua mãe, por mais que eu seja heterossexual e não tenha um pênis para fazer isso - Ass.: Ana”. E você fica aí, se escondendo na anonimidade, fazendo cu doce por causa de UMA imagem, que nem eu mesma acho inteligente. 

A Lispector ou o Abreu por acaso são seus parentes? Mesmo que fossem, eles estão mortos. O que eles vão fazer, ressurgir dos mortos e comer meu cérebro por causa daquela foto besta? Você está surtando por estes autores como a Família Restart surta pelos garotos (?) coloridos. Só que, em vez de xingar muito no Twitter, você está xingando muito no Tumblr. Grande diferença.

Uma dica, bastardo anônimo… Ou bastarda anônima, né? Como você não se identifica, vou te encarar como uma ameba: sem sexo, sem nada, só uma ameba. Se você leva tudo o que vê na internet a sério, é sua obrigação como ser vivo tomar no cu. 

E pra você não ficar carente da minha atenção, deleite-se com a imagem a seguir:

"Lispector (Red)! Drummond (Yellow)! Abreu (Green)! Itsudatte yondekure... RISUPEKUTAAAAA"

Muito obrigada, boa noite e desejo que você e toda a sua família tomem no meio de seus cus.

Ana out.

Para terminar a incrível saga de 3 capítulos, a pedante dá o último ar da graça:

“kkkk Mina, tua PSEUDO moral de 'nerd' comigo nunca existiu. E olha, o que te falei foi em relação a ortografia, sacou? Se tu diz ser uma ''NERD'' -kkkk- como que tu não sabe nem diferenciar Caraleo de Caralho? Mano, quer ser nerd? Vai estudar e aprender a diferenciar as palavras. Quem falou em Restart? Hua, acho que vou parar de dar moral pra Re's'tardados, por que né....Enfim, passar bem.”

CARALHO!

E por acaso eu sei quem você é, para fazer uma análise tão perfeita da minha personalidade, a ponto de apontar que a minha “PSEUDO moral de ‘nerd’” nunca existiu para você? Não tenho conhecidos cagões, desculpe. Mentira, tenho, sim. Mas duvido que você seja um deles.

Saber diferenciar “caraleo” de “caralho” nunca fez diferença na vida de ninguém. A não ser na sua vida, afinal, você deve adorar caralhos.

Seu conhecimento em “cultura nerd” é bem escasso, pelo jeito. Ser nerd não significa ser necessariamente alguém que devora livros e vive de corrigir a ortografia alheia. O nome disso é CDF chato pra caralho pedante com déficit de atenção.

E você, com a sua pontuação extraordinária? Na primeira ask, vossa caralhência disse: “Fica na tua porra.” Para alguém tão pedante, essa vírgula que faltou nessa frase fez uma enorme diferença. Vossa caralhência quis dizer que era para eu ficar na minha. Mas, sem a vírgula, deu a entender que é para eu ficar na minha porra. Primeiro que eu nem produzo porra. Segundo, não há mais como eu ficar na porra. A não ser que você queira viajar no tempo, mais especificamente para os anos 90, a fim de fazer a minha mãe me abortar. Entretanto, mesmo que você chupasse o caralho do Doc Brown você não conseguiria fazer tal proeza.

Não pare de falar comigo, vossa caralhência. Somos igualmente retardados. Eu, por ainda te responder, e você por ter se revoltado por causa de uma imagem. Não recebi nenhuma reclamação por causa daquela imagem. Você foi o único ser iluminado, que se acha a pica pedante das galáxias, que ficou de putaria por estas bandas… Não reclamaram não porque riram da imagem; mas não reclamaram porque ignorar era a melhor opção. Estressar-se à toa devido a uma postagem no Tumblr é idiotice demais.

Mas antes de acabar com a minha diversão, me responda: como se fica na porra, caralho?”

E até agora ela não me respondeu como se faz para ficar na porra. Caralho

____________________________________

Por enquanto é só. Digo isso porque tenho uns dois textos a caminho, que com certeza despertarão a ira de muitos adeptos do pedantismo. Uma dica: um deles fala sobre faculdades.

E sim, eu adoro usar a palavra “pedante”. Um dos piores xingamentos que podem ser usados na internet. PEDANTE, PEDANTE, PEDANTE.

“We don’t deliberately set out to offend. Unless we feel it’s justified.” (Graham Chapman)

Reações: 

Mamãe, quero ser comediante!

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 27 de janeiro de 2012.

Não escrevi isto por raiva. Escrevi devido a uma sensação que mistura risos com indignação. Se quiser, não leia. Eu mesma não li, só vomitei as palavras aqui. Ah, passe o mouse nas imagens para ler comentários extras. E acredite, esse post tem muito a ver com esse aqui.

Fiquei sabendo de um flash mob do CQC aqui na cidade de Curitiba – aquela cidade em que as pessoas andam de cara fechada e ninguém cumprimenta ninguém. Ou aquela cidade que tem o sistema de transporte público menos pior do país… Você decide. Li sobre o que seria feito no tal flash mob, afinal, seria idiotice ir num lugar e não fazer absolutamente nada. Eis que leio o seguinte:

Não dá pra respeitar alguém que confunde "mas" com "mais", flw champs

Primeiramente, tente esquecer o português de adolescente fã de Restart. Aliás, não tente esquecer. Eu preciso fazer uma pergunta aqui: por que a maioria dos adolescentes escreve desse jeito? Nunca vi um cara com mais de 20 anos escrevendo assim. É da geração ou algo do tipo? Além da pessoa escrever com aquele toque irritante de adolescente, ela passa a imagem de “oi, eu não leio nada, não escrevo nada e mesmo assim criei um blog”, ou ainda a imagem de “escrevo tão bem quanto uma menina da 5ª série fazendo uma redação que vale 5 pontos”.

Agora, analisemos a idéia (sim, eu ainda acentuo “idéia” e fuck the police, meu português é oldschool) do flash mob: ir lá no shopping – que shopping? Ô textinho informativo –, trajando roupas pretas ou brancas, entrevistar as pessoas do shopping (?) portando uma plaquinha com o seu username de Twitter ou com o nome do seu fã-clube escritos e carregando ainda livros, DVDs ou CD de autoria de algum dos integrantes do Custe o Que Custar.

Ô, minha filha… Cadê a lógica nisso aí? Vocês vão perguntar o quê para os pobres transeuntes? Não sei se vocês sabem, mas… Toda entrevista tem um propósito. Ou vocês acham que um repórter entrevista o povo por que quer? Ele está lá porque ele é pago para fazer isso. E também porque ele está apto para isso. Se não estivesse, não seria contratado para o programa. Eles (os CQCs) estão lá porque eles estão preparados para qualquer tipo de resposta e por terem a capacidade de fazerem piadas espontâneas (favor não confundir com “trollagem”, porque isso até os moleques da minha rua fazem)… Capacidade esta que eu duvido que vocês tenham. Ah, e vão entrevistar com o quê? Vocês têm microfones?

E qual é o lance de “tentar” a música “Todo Mundo na Balada” do Cortez? Vocês vão tentar cantar, dançar…? Nunca tive tantas dúvidas desde a minha primeira aula de Lógica de Programação.

Agora, vamos dar uma olhada nas regras…

VISH MANO TU É MAIS MÁ DO QUE A PAOLA BRACHO

E se eu pegar uma amidalite fodida? E se eu for atropelada? E se o papagaio da vizinha for atingido por uma caralha voadora com lasers? Aí fodeu de vez. O maior medo da minha vida é ser bloqueada no Twitter por uma guria de 15 anos. Se isso acontecer, minha vida não terá mais sentido. Ó, meu Deus, o temor!

AH VÁ, É MEMO?
Que bom. Afinal, nunca vi um CQC com calça verde-limão e camiseta fúcsia com gola em V. Próximo.

Vamos fazer merda e divulgar na rede mundial de computadores pra minha mãe ter vergonha de ter me parido
Sim, vamos gravar o vexame (porque eu duvido que saia algo engraçado disso) e postar no YouTube pra Internet inteira ver!

TÔ SEM FOLLOWERS, SOCORRO
Me manda uma mention me xingando, tio… Sem mais. Próximo.

oi comprei teus podruto agora casa comigo amor bj
Oi, quero mostrar que não sou poser.

Enfim… Soube que esse flash mob – que promete ser um grande fail – será realizado no Park Shopping Barigui: um shopping daqui que é famoso por ser frequentado por peruas. Fiquei sabendo disso por uma menina que converso no twitter às vezes. Mas isso é só um mero detalhe importante que foi omitido no texto da guria…

Depois cliquei no perfil da senhora moderadora do blógui. E foi aí que eu ri até ejetar meu pâncreas.

RIARAIAIRIRAIR QUE ENGRAÇADO FLW MANO TO SAINDO DO SEU CORPO
Tipo assim

Acredite, amiguinho leitor: o português piora ligeiramente no perfil. Se você for o Professor Pasquale, aconselho que retire o revólver .38 da gaveta e vá em busca dessa garota após ler o conteúdo do print screen a seguir:

Ainda bem que ela reconhece que escreve mal...

O perfil acaba de verdade aí. O resto é apenas fan-girling dela sobre o Maurício Meirelles.

A introdução em si já é típica de aborrescente. Digo isso porque o primeiro parágrafo do texto do link “Ana, que Ana?” que está ali embaixo do header do meu blog é semelhante.

Atenção para a ausência de lógica no texto da menina: no início ela diz que é comediante stand-up e de improviso. Depois, ela mesma afirma que tem os textos consigo, mas que só vai divulgá-los numa twitcam (?), depois que ela entregar o texto pessoalmente para o Maurício Meirelles (??), porque ela quer que ele seja o padrinho de stand-up dela (???).

Ah, se essa guria soubesse que fazer stand-up comedy não é tão fácil quanto parece… Se ela tem o texto mas não o apresentou ainda, não adianta porra nenhuma. Material se testa com a platéia, pisando no palco, e não na frente de uma webcam. E as chances dela mostrar esse texto para o Maurício Meirelles sem o próprio dizer “tá uma bosta, tenta de novo” são mínimas. Afinal, pelo que li desse perfil, ela não demonstra ter conhecimentos razoáveis de comédia. Se ela crê que ter um CQC como padrinho de stand-up dela é tão fácil, ela tem mais é que quebrar a cara mesmo.

A “comunidade” stand-up é bem unida. Entretanto, isso não significa que “o” Maurício Meirelles sempre estará à disposição dessa energúmena para ler o material dela. Ele, como integrante do CQC, está ocupado gravando matérias; e como stand-up comedian, está ocupado fazendo apresentações pelo país.

Além disso, ela deve estar ciente de que fazer stand-up comedy é fazer comédia em alta velocidade. É piada atrás de piada. Primeiro, uma observação “bacana”, depois a piada. Aliás, aposto que o material dela é constituído apenas de observações bacanas. Fora que um comediante stand-up DEVE ser original. Ela pelo jeito repete as piadas para os colegas da sala e se acha a xoxota das galáxias em termos de risibilidade. Repetir é fácil; criar é uma dádiva para poucos.

Engraçado é ela falando que é maria-comédia. Isso está certo. Ela é só uma maria-comédia, não é uma comediante de verdade. Isso não significa que ela entenda alguma coisa de humor. Veja as fãs enlouquecidas do Neymar, por exemplo: você diria que alguma delas realmente entende de futebol?

E ela ainda afirma que é dona de 24 fã-clubes. Nossa, que legal pra alguém que quer ser reconhecida no “fandom da comédia” e não sabe como.

Além disso, ela fica triste/ofendida/whatever quando dizem que os humoristas não vão levá-la a nada. Os humoristas não, mas o humor sim. Humorista de verdade faz piada até com uma situação ruim que ele mesmo vivencia. E confesso que criei uma certa simpatia pela mãe dessa garota, afinal, é ela quem diz as verdades pra essa energúmena.

Enfim, nada mais justo do que terminar essa bíblia que escrevi com os seguintes dizeres: essa guria, além de ter nome de pobre, é noob e desejo que ela tome no cu.

UPDATE: Adiaram o flash mob para este sábado (04/02). Não vou nem fodendo.

Reações: 

Fandoms e glicoses anais de Tumblr

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 11 de janeiro de 2012.

E mais uma vez venho escrever nisto aqui, após uma era de marasmo mental. Se eu vou desejar um feliz 2012? Não. Seria hipocrisia demais da minha parte. Desejo um feliz ano novo apenas para aqueles que gosto. Se duvidar, eu nem te conheço. Mas vamos ao assunto do dia, ou da noite, da tarde, da manhã, da madrugada... Aliás, se você estiver lendo isto de madrugada, sugiro que acesse o XVideos. Enfim...

Há anos aprecio alguns animes, mangás, heróis japoneses, séries, filmes, e o trabalho de alguns ídolos comediantes. E há poucos anos a "comunidade de fãs" de algumas dessas coisas as quais desfruto, por assim dizer, era bem pequena. Os animes, mangás e heróis japoneses que eu gostava não eram "mainstream" o suficiente para terem uma base sólida de fãs estabelecida. E na época ainda não existiam as famosas marias-comédia. Aliás, elas só existem hoje porque comediantes como Danilo Gentili estão cagando dinheiro. Que fique claro que isto não é uma crítica ao Danilo - como se eu fosse íntima dele, piff. Eu daria tudo pra ter o talento dele, e daria pra ele também. Brincadeiras e fatos à parte...

Procurei na internet comunidades de fãs das coisas as quais gostava. Encontrei poucas. E quando encontrava, eram fóruns abandonados. Tentei criar uma comunidade, sem sucesso. Então, desencanei, continuei gostando dessas coisas e toquei minha vida pra frente, sem fandom algum.

Anos depois surgiu algo chamado Tumblr: a maneira mais fácil de todas de se fazer um blog. Por isso aquele bando de emos chorões e cagalhões que publicavam textos de qualidade duvidosa no Blogger (ou no Wordpress, para os mais metidos a cult e bons demais para a ralé do Blogger) desapareceu. Todos eles ficaram mais velhos e agora migraram para o Tumblr, onde a hipocrisia e o sentimentalismo se reúnem em um antro de cus adocicados.

Antes de chegar ao meu ponto, que fique escrito o perfil desses "emos evoluídos" de tâmbler. A maioria são garotas de idade entre 12 e 18 anos, geralmente com a descrição que pode seguir os padrões abaixo:

  1. Fulana. Café, Beatles, sarcasmo, fotografia, bipolar, filmes antigos.
  2. Fulana, uma garota sentimental e depressiva diferente das outras.
O Tumblr é um inferninho de emoções baratas. E sim, com o diminutivo, porque tudo lá é bonitinho, sentimentalista e hipócrita. Dali, pouca gente se salva... Pouquíssima. Foi justo nesse lugarzinho carregado com glicose anal adolescente e hipocrisia (afinal, onde está a diferença, já que quase TODO mundo se descreve da mesma forma?) que infelizmente descobri os fandoms que eu procurava.

Descobri que haviam outras pessoas que compartilhavam de muitos dos meus gostos e interesses. Passei a seguir vários usuários (ou usuárias) que gostavam de animes e mangás não tão conhecidos, de séries e de humoristas como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Cia. Barbixas de Humor, Marcelo Adnet, entre outros.

A princípio, gostei. Gostei mesmo, me identifiquei, pensei até que havia encontrado pessoas que não fossem cuzonas demais. Mas para o meu desgosto, me enganei profundamente.

Tudo farinha do mesmo saco. Vez ou outra me deparo com postagens irritantemente emotivas, que sem conexão alguma, enfiam Deus, garotos, sentimentos, saudades, café e falsa bipolaridade numa imagem só. E sem um motivo sequer. Coesão e coerência praticamente não existem lá. Apesar que também não existem nos meus textos... Maaaaaaas...

Minha dashboard foi infectada com o vírus mais nefasto e viado de todos: as declarações de amor aos ídolos. Se fossem declarações do tipo "te admiro no que faz e no que é, me inspiro em você e yadda yadda yadda", tudo bem, é normal. Repito: é normal. Mas não. Elas (porque um viado, por mais viado que fosse, não se submeteria a tanta viadagem) publicam verdadeiras declarações de amor platônico doentio em quantidade ridiculamente exorbitante.

São imagens editadas no Photoshop (que não são obras de arte, apenas muda-se a tonalidade das cores), acompanhadas de frases que não possuem nenhuma conexão entre si: "minha vida não faria sentido sem você", "você é a razão do meu viver", "você me faz feliz nos momentos mais tristes" e todo esse mimimi.

Agora eu pergunto: se essas gurias têm problemas sérios, sim ou com certeza? Elas estão amando demais caras que sequer sabem da existência delas. E sim, há um limite para amar alguém. Neste caso, é quando essas gurias consideram mais os ídolos do que Jesus Cristo, sendo que muitas delas reblogam postagens com mensagens do tipo "quem seria eu sem Jesus?" e yadda yadda yadda...

Se eu reblogo essas imagens? Só as que não passam nenhuma mensagem. E se algum dia rebloguei uma dessas imagens, foi só pela foto. A diferença é que não saio por aí fazendo declarações anônimas a um cara só porque ele me faz rir. Enfim, elas têm problemas e deveriam consultar um psicólogo, porque isso é qualquer coisa, menos normal.

E elas têm uma certa antipatia por mim, talvez porque não sou tão retardada como elas. Vejo elas conversarem com um pequeno entusiasmo com outras usuárias, mas quando puxo conversa nas asks, nenhuma delas me responde com o mesmo entusiasmo. De fato, respondem de forma curta e grossa. Como se fosse crime não ter uma idolatria doentia.

O problema é que não basta se dizer fã de algo ou alguém, você tem que demonstrar. Se durante todos os dias de sua vida, você não dizer que ama o ídolo incondicionalmente, que não poderia viver sem o mesmo e tal, você nunca será uma verdadeira fã. Na visão delas, é assim que funciona. Elas querem mais pessoas doentes para interagir. Admito, sou esquisita. Esquisita ao ponto de escrever uma bíblia e publicá-la no blog só por causa disso. Porém, não serei esse tipo de esquisita que se submete ao ridículo por pouca merda. Peraí, estou fazendo a mesma coisa...

Mas a mensagem é a seguinte: se for pra ler declarações de amor repetidas sempre que abrir aquela porcaria de Tumblr, prefiro continuar sem fandom algum. Como disse Danilo Gentili em uma de suas músicas fracassadas: mantenha-me, por favor, sempre desenformado. Sim, desenformado, não desinformado. Aqui estamos falando de não estar numa forma, e não de estar sem informações.

Falou ae.

Reações: 

Câncer televisivo brasileiro

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 16 de novembro de 2011.

Não, não estou falando do Domingão do Faustão. Estou falando das novelas mesmo.

Tudo bem que em mil-novecentos-e-chubéris as novelas eram a grande válvula de escape dos brasileiros. Mas hoje nós temos algo chamado Internet: só na Internet você pode fazer seus trabalhos, ouvir música, falar merda e ver um pornô maroto ao mesmo tempo.

Nem vou fazer todo aquele discurso de tio velho professor de Sociologia (aquele de "ah, a novela tem grande influência na população, yadda yadda yadda"). Todo mundo já sabe disso, pra que mais do mesmo? Aliás, a MÍDIA em si já tem forte influência. A novela é só uma pequena parcela disso. E não, não é conversa de pseudo-punk revoltado que culpa o sistema. Sério, deveriam sancionar uma lei que proibisse jovens criados a leite com pera de dizer a palavra "sistema".

A questão é: a "equação geral" da novela brasileira já deu o que tinha que dar, e por sinal já deu mais do que biscate em swing. Saturou. E até os mais bocós -- que assistem novelas -- já perceberam isso.

Saturou tanto que eu apresento agora, com muito orgulho, a Equação Geral da Novela Brasileira:

Elevado a clichê.
Sim, você acertou: eu não tenho o que fazer.

Reações: 

Eu, Norbit Bean.

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 14 de novembro de 2011.

Vou deixar a parte menos pior do texto mais pro final. Mesmo assim, duvido que alguém tenha saco pra ler tudo isso.

Desde sempre me elogiam, dizendo que sou muito inteligente. Pulei o Jardim I, o Jardim II, o Jardim III e o Pré. Posso até ser inteligente, mas ao mesmo tempo também sou burra pra caralho.

Quando criança, eu era o Dexter. Não o Dexter daquele seriado escroto, mas o Dexter do desenho: baixinha, subestimada e nerd. E todos os meus "coleguinhas" eram, na minha visão -- que até então não era míope --, a Dee Dee. Muitas vezes fiz a pergunta retórica: "será que sou um gênio ou todo mundo é burro mesmo?"

Um causo antigo, dos tempos da creche do Jardim-X (não lembro se era o I, II ou III) é este: estava no refeitório da creche, e já havia terminado de comer o lanche. Lá tinham aqueles bancos inteiriços, sabe? Eu queria sair dali, mas um pequeno ser atrapalhava meus movimentos. Então, pedi licença.

- Licença.
- Não é assim que fala!, disse o energúmeno -- que por sinal era mais velho do que eu.
- Então, como que fala?

Eis que o futuro viadinho proferiu os seguintes dizeres:

- "COM LICEN-ÇA, A-MI-GUI-NHO!" (sim, ele disse exatamente assim)
- Por quê? O.o
- Porque a tia ensinou assim!

A pequena lenhadora de bonsai que eu era ligou o foda-se pela primeira vez.

"Ah, vai te catá", disse a Ana de 4 anos, derrubando o moleque de 6, aspirante à homoafetividade.

Lendo isto, talvez alguns pensem: "Nossa, você deve ser inteligente pra caramba, Ana. Você deve saber de tudo!"

Sei nada. Minha coordenação motora é quase nula. Aprendi o que era inércia aos 6 anos, mas só aprendi a amarrar o tênis aos 15. Sim, aos quinze! Deixe-me repetir: QUINZEEEE! Quando o tênis desamarrava, eu dava um nó muito escroto que só eu conseguia fazer. Sabe Deus como aprendi.

Já queimei miojo umas duas vezes. Minhas panquecas são um verdadeiro desastre culinário. Mas dá pra viver de pão com margarina. Seguindo a lógica (de aprender coisas de 15 em 15 anos), vou aprender a cozinhar razoavelmente aos 30, e assim sucessivamente.

And here's the funny part!

Ontem estava vendo o stand-up "Raw" do Eddie Murphy. Tem legendado completo no YouTube, se quiser assistir vá procurar, malaco. E em uma parte da apresentação, Murphy disse que tinha a altura de 1,55. Então me lembrei de seu filme, Norbit, onde o mesmo é um loser de black power que não sabe andar de bicicleta -- e quando tenta, acaba se fodendo.

Aí, me identifiquei:

Meço 1,55. Quando acordo, meu cabelo é um verdadeiro arbusto fodido, digno de Sideshow Bob. Também não sei andar de bicicleta, e quando tento, as consequências são desastrosas.

Sempre gostei muito de assistir Mr. Bean. Não apenas porque é engraçado, mas porque sempre me identifiquei com o personagem do Rowan Atkinson. Afinal, o Bean é só um cara desajeitado que resolve seus problemas do seu jeito, nem que seja da forma mais desastrada possível. De poucas palavras e desprovido de "lógica socialmente aceitável", ele consegue se virar e se dá bem na vida. Troque "Bean" por "Ana" e tudo se encaixa perfeitamente!

Lembra do episódio que ele resolve fazer uma festinha em casa, e que ele não tinha nada pra servir de comida, aí ele se virou fazendo a maior zona na cozinha? Aquilo sou eu cozinhando. Ou ainda, o episódio em que ele vai fazer compras, e ele fica parado na escada rolante? Aquilo sou eu no shopping. Quer outro exemplo? Ele sacaneando as crianças -- sou eu. Consigo até imitar a dança dele, quando ele vai na discoteca e vê a namorada dançando com outro cara. E sim, fiquei triste quando destruíram o Mini Cooper do Mr. Bean!





Não achei nada decente do Norbit, então foda-se.

Mas eu juro que sou todo esse conjunto da obra aí.

Reações: 

Poser maldito

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 26 de outubro de 2011.

Já faz alguns dias que tenho notado o comportamento de certas pessoas. E claro, tenho me irritado com isso também. Este texto é uma carinhosa dedicatória minha a uma pessoa muito querida, a qual tenho esperanças que note a indireta. Caso esta pessoa não notar, ela estará apenas comprovando a minha teoria de que ela tem tantos neurônios quanto a Mulher Maçã. Enfim, que o escárnio se inicie.

Percebi, há algumas semanas atrás, um comportamento um tanto quanto estranho por parte de uma pessoa do sexo feminino. Não perderei meu tempo explicando os motivos para que eu não vá muito com a cara dela. Tudo o que é necessário saber é que esta pessoa não tem mais nenhum vínculo de amizade comigo. Depois que a pessoa que nos mantinha unidas foi excluída do meu seleto grupo de amigos, não havia mais nenhum motivo para continuar falando com ela. Ela também percebeu isso e, portanto, nos ignoramos mutuamente.

Meses depois, a criatura me adiciona no famigerado Facebook. Achei estranho, obviamente, mas não custava nada aceitá-la. Não é porque ela está na minha lista de amigos do Caralivro que ela é necessariamente minha amiga. Juro que evito ler quaisquer atualizações dela, afinal, ela em si já é um ser ridiculamente irritante -- e eu não sou a única a pensar isso.

Quem mantém contato comigo sabe que realmente amo meus ídolos (que são, em sua maioria, comediantes). Estou sempre comentando sobre eles, e às vezes comento no tumblr quando dá tempo ou quando me dá na telha mesmo. Não é preciso ter um QI elevado para perceber isso.

Dias depois de ter adicionado a dita cuja, ela começou a postar suas atualizações do tumblr no Facebook -- eu não vou seguir aquela biscate, só o fato de ter aceitado ela nessa rede social já foi um grande esforço. Coincidentemente ela começou a postar coisas sobre o humorista que a Wanessa Camargo odeia, reblogou gifs do Barnabé de Santo André, curtiu atualizações de outros humoristas...

Tudo isso depois de eu tê-la aceitado no Facebook.

Qualquer pessoa que a conhece sabe: ela nunca teve interesse em comediante algum. Aliás, ela é a grande pica poser das galáxias. Diga um artista qualquer: com certeza ela é poser dele.

Acha meu ódio por ela infundado? Então, permita-me usar a definição de "poser" do Dicionário da Ana:

Poser: adolescente acéfalo com ausência de personalidade própria, fortemente influenciado pela fama de artistas, que pode idolatrar e amar qualquer pessoa, desde que esta tenha uma fama relativamente grande; apesar de declarar seu amor falso ao pseudo-ídolo, o poser nunca saberá nenhuma informação acerca do mesmo. 

Um dia ela veio aqui, junto com a pessoa que nos mantinha "unidas" (favor notar as aspas). Estávamos falando do Rei do Pop. Ela disse ser uma grande fã do mesmo, e logo suspeitei. Quando mencionei o clássico moonwalk, ela me olhou com cara de quem nunca tinha ouvido falar disso e perguntou: "O que é isso?"

Até a minha vó sabe o que é o moonwalk. Tá, ela não sabe. Mas qualquer ser humano que se diz fã do Michael Jackson sabe o que é. Eu mesma gosto do trabalho do MJ, mas certamente não chego a ser fã.

Agora vem a parte desnecessária (não que este texto, este blog ou ela sejam importantes para alguém): ela é uma garota de quinze anos mimada, dessas que, se pedirem papel higiênico de ouro para o papai babaca, o mesmo comprará para ela. Tem tudo na mão, não faz absolutamente nada da vida e se faz de rebelde sem causa. Se acha a xoxota das galáxias (feminino para a expressão "pica das galáxias"), mas no final das contas não sabe nem escrever direito. Julga-se original, mas não passa de uma cópia barata xing-ling de outras cópias existentes, formando assim o maior clichê adolescente.

Antes que alguém me xingue alegando que também sou poser, trago agora um pequeno histórico:

Gosto de humor desde que me conheço por gente. Praticamente nasci ouvindo Mamonas Assassinas. O primeiro livro que li (aos 7 anos) se chama Seu Creysson - Vídia i Óbria. Acompanho o trabalho do Rafinha Bastos desde os 8 ou 9 anos, quando ele era famoso pelo site Página do Rafinha, e fui assisti-lo numa palestra nos confins da puta que pariu, só porque ele estaria ali. Enquanto muitos amam os Beatles, prefiro os humoristas ingleses do Monty Python. Admiro o trabalho do Rowan Atkinson, o Mr. Bean, desde sempre. Fiquei meio triste quando soube que o José Vasconcelos tinha morrido. Acompanho quase tudo o que o Danilo Gentili escreve, inclusive os antigos textos do blog dele. Fico realmente puta da cara quando vejo que piadas são levadas a sério e planejo ganhar a vida fazendo stand-up comedy (até pretendo fazer curso de stand-up e de improvisação). Só neste "pequeno" histórico já dá pra perceber que posso passar um dia falando sobre humor, por mais que citar nomes não valha muita coisa.

Agora vem essa cagalhona aí se dizer fã deles, que nunca deu uma foda para os mesmos.

Queridinha, por favor, receba o meu sincero recado:

Vá tomar no meio do seu cuzinho pálido. Meus ídolos não precisam do seu falso afeto, que dura o mesmo tempo que você demora para reblogar um post no tumblr. É muito fácil amar alguém quando este é famoso, sem saber de suas origens e de sua luta para ser o que eles são hoje. Continue sendo esta grande garota de merda que você é, pois assim, quem sabe, posso fazer várias piadas usando o seu tipinho -- que como já disse acima, é irritante e ridículo. Fique feliz, vadia, sendo essa grande pessoa de caráter, personalidade e inteligência nulos.

A carapuça serviu, se identificou? Que bom, era pra você, de verdade. Não entendeu ainda? Pois é, era de se esperar de alguém como você.

Agora encerro este post com uma frase muito útil do meu querido Danilo Gentili:

Muito obrigado, boa noite e desejo a todos vocês e sua família que vão todos tomar no meio de seus cus.

Reações: 

Palabrotas! (é "palavrão" em espanhol, vi na Wikipédia)

Texto postado em Imbecil e Inexperiente no dia 9 de outubro de 2011.

Nunca fui um capeta em forma de guria. Mal aprontei na minha infância, que pelo jeito ainda não terminou. Entretanto, sempre questionei: por que posso fazer isso mas não posso fazer aquilo?

A graça não está na desobediência, mas sim em perguntar: por que não?

Nunca disse palavrões durante a infância. Quer dizer... só algumas vezes. É que quando você tem uma vagina no meio das pernas, você meio que é proibido de exprimir palavras de baixo calão.

A primeira vez em que disse um palavrão foi clássica. Eu estava na sala jogando Mario World aos 6 anos. Minha mãe estava lá fazendo a unha dos pés, enquanto sua pequena filha aspirante a nerd não conseguia passar daquela fase depois daquela da peninha -- a segunda da Donut Plains, para os entendidos.

Após ver aquela maldita (porém saudosa!) tela preta anunciando o game over, a ira da pequena Ana foi liberta. E assim emiti um sonoro desabafo:

- BOSSSSS...

Minha mãe me interrompeu. Eu era nova e bonitinha demais pra falar palavrões.

- Não fala isso!

Inocentemente, sem intenção alguma de sacanagem, respondi:

- Tá.

Sim. Comecei a falar palavrões trollando sem querer. Mas tudo fica melhor na segunda vez...

Ainda com 6 anos fui a um passeio, desses de escola, em que os pirralhos vão amontoados dentro de um ônibus podre de vereador. Vários bancos estavam pichados. Eu e a Amanda estávamos sentadas atrás de um banco cujos dizeres eram majestosamente lindos:

"BUSSETA FIDIDA" (escrito exatamente assim, com canetão vermelho.)

Não sei quanto à Amanda, mas eu não sabia o que "buceta" significava. Para mim, era apenas um xingamento, tipo uma outra maneira de dizer "vadia", ou qualquer coisa escrota aí. Mas nunca imaginei que se referia ao órgão genital feminino -- que você pode chamar de perereca, pimpinha, precheca, xoxota, capô de fusca, ou qualquer nome furreco à sua escolha.

Cheguei em casa, tomei meu toddy, assisti ao Mundo de Beakman (R.I.P. Lester!). Desci, fui pra sala da minha avó. Minha avó, minha tia e minha mãe estavam reunidas na sala assistindo a novela das seis. Mais uma vez, totalmente inocente, perguntei:

- Mãe, o que é buceta?

Pense na cara de espanto das mulheres ao olhar a pequena, doce e meiga Ana de maria-chiquinhas dizendo a maravilhosa palavra "buceta".

Sim, essa aí um dia fui eu!

- É uma coisa muito feia, Carol! (ah, meu nome é Ana Caroline e ninguém aqui em casa me chama de Ana)
- Mas o que é?
- É a pimpinha da mulher...
- Mãe. Você tem pimpinha?
- Tenho.
- Eu tenho uma também, né?
- Tem sim, filha.
- Então por que é feio?
- Porque é. Agora deixa a gente ver a novela, filha.

E não podia faltar a vez em que xinguei meu pai na apresentação de dia dos pais da escola.

Meus pais são, graças a Deus, separados. Nunca me dei bem com meu pai. Só via ele aos domingos por obrigação. E ele, idem. Hoje o cara nem sabe a que passos anda minha vida.

Todo ano tinha a apresentação de dia dos pais na escola. E todo ano dedicava a homenagem à minha mãe e ao meu avô. Na apresentação da segunda série, todos os pais estavam ali para ver seus pirralhos chatos cantando "Pai" do Fábio Jr., menos o meu -- como de costume. Cinco minutos antes da apresentação, um piá (cujo nome não me lembro, mas acho que era algo tipo Kevin, Kelvin, whatever) me perguntou, sem intenção de me sacanear:

- Ana, cadê seu pai?
- Não veio.
- Por que?
- Ah, ele é um cuzão.

Aí vem o leitor e diz: "Mas credo Ana, tua mãe não te deu educação?"

Deu sim. Não é porque falo palavrões que necessariamente tenho de dizê-los espontaneamente. Não saio por aí mandando todo mundo tomar no cu, a não ser que seja necessário.

Como disse lááá em cima: se você tem uma vagina no meio das pernas, você tem que moderar um pouco nos palavrões. Sabe por que? Também não sei. O dia em que eu souber a resposta, escreverei aqui assim que puder.

Mas para finalizar, gostaria que você refletisse nisto:

Imagine uma mulher doce, meiga e delicada acordando numa linda manhã ensolarada, ao som dos passarinhos. Ela vai se levantar da cama de lençóis floridos e verá uma nada discreta mancha vermelha neles. Ela está menstruada. Qual será a reação desta mulher?

  • a. Poxa, que coisa inconveniente...
  • b. Porra, queria ter um pinto.

Algodão doce pra vocês.

Reações: