O post que todo mundo deveria ler antes de me fazer de Judas

Eu não planejava postar nada aqui, mas lendo alguns comentários feitos no blog, vi a necessidade de um post pra esclarecer algumas coisas.

1) Eu gosto da cultura japonesa, mas não sou otaku

Poooooois é. Esse texto aqui, publicado em 26 de janeiro de 2010, rendeu vários haters. Tudo só porque aleguei ter abandonado minhas otakices.

Como eu havia dito nos comentários daquele post, SIM, eu gosto da cultura japonesa. Assisti a vários tokusatsus, estudo Japonês e gosto do trabalho de vários artistas J-Pop (capsule, Kyary Pamyu Pamyu, TM Network, Yamaguchi Momoe e zilhões de idols dos anos 80, só pra citar). Só não vejo necessidade de adotar certos comportamentos por causa disso. E também não tenho preconceito contra otakus. Tenho contra OTACOS, esse povo que acha que é superior porque assiste alguns animes. Mas isso é outra história.

2) Não gostar de yaoi não me torna homofóbica

Não MESMO.

Sinceramente, esse post publicado poucos dias após aquele dos otakus, é um dos piores que já escrevi, admito. E o Helton, pra colaborar, ainda fez questão de falar mais merda no texto. Mas me crucificar por causa disso já é demais, não concordam?

SIM, amigas fangirls, vocês podem gostar de yaoi, bem como eu tenho o direito de NÃO gostar.

Eu não gosto de yaoi/yuri porque ao meu ver são apenas meios de realizar fetiches de fujoshis e eu realmente não gosto de histórias que giram em torno de um romance (não suporto nem shoujo). Mas se você acha divertido… continue gostando, oras. Afinal, é apenas um anime, um mangá, ou uma fanfiction. Assim como eu não preciso ser uma espécie de “nazista anti-yaoi” (como são alguns dos anônimos homofóbicos que comentaram naquele post), vocês também não precisam endeusar o gênero. Simples, não acham? Fora que o texto foi publicado em 2010. É óbvio que a minha opinião mudou nesse tempo.

E para a informação de vocês… eu shippo Johnlock.

3) Você pode transar com meio mundo se quiser, só não me encha o saco

Ok, esse texto foi o menos ofensivo, mas não custa nada tentar explicar, não é?

Eu realmente aprecio quando me questionam. Não, não estou sendo sarcástica. Eu gosto mesmo. E foi o que a leitora Liebesträume fez nos comentários. Ela apontou alguns erros que deixei no texto, e eu os justifiquei. Como a Ana aqui tem doutorado em Preguiçologia, vou copiar o comentário que enviei como resposta.

“Amém, minhas preces foram atendidas: um leitor que não viesse aqui pra falar de yaoi/yuri. Haha!

Gostei da sua crítica, e entendi onde você quis chegar. O fato é que a minha escrita não se saiu bem dessa vez, fazendo com que você (aliás, qualquer pessoa que leia o texto) entendesse o oposto do que quis dizer. Agora, lá vou eu me explicar... (Parabéns, Ana, por não saber expor suas ideias! Cadê o seu "talento" pra escrever agora?)

Não é que eu esteja xingando todas as pessoas que mantém relações sexuais, muito pelo contrário. Se fosse assim, eu estaria xingando até a minha mãe por isso. Ela teve a primeira gravidez aos 16 anos. Devo condená-la (aliás, qualquer mulher que transe/engravide na adolescência) por isso? Não. Ela não tinha diálogo com os pais, a disciplina era rígida, e falar sobre sexo com os pais nessa idade era um tabu na época. Digo, muitas meninas sofrem por isso, por essa falta de diálogo. Não discrimino isso.

Apenas vejo o sexo como algo superestimado demais nessa geração. E até ouso dizer que os homens sofrem mais com isso. Sabe, aquela velha história de "você não é macho".

Apesar de ter essa opinião, sei que muuuuuuuuuuuuuuita gente transa simplesmente por gostar, e não ligo pra isso. O meu problema é com pessoas promíscuas que acham que outras pessoas deveriam ser como elas. Não ligo se fulano é promíscuo, apenas não quero que tentem me convencer a agir de outro jeito.

Ah! Já ia me esquecendo da relação sexo/produtividade. Me referia, novamente, aos jovens promíscuos que "obrigam" os outros a agirem assim e yadda yadda yadda. A maioria desses caras não tem nada na cabeça. Simplesmente agem como um rebanho. Nem mesmo se questionam. Mas friso: é a maioria. Não posso dizer que são todos.

Em relação ao "respeito", isso varia para cada um. Entendo isso.

Mas o que me inspirou a escrever esse texto foram as ofensas que recebi ao longo dos anos por pensar dessa forma. Talvez por isso o texto tenha saído com algumas "aberturas" a questionamentos... E você foi o único a perceber isso. Ponto pra você!

Enfim, obrigada pelo comentário!”


Menções honrosas: Os anônimos do Esquadrão Anti-Yaoi (ou algo do tipo, ninguém liga)

Apenas a imagem abaixo pode demonstrar a minha verdadeira opinião sobre eles.

JACK PRETO VAI TE DAR UM SOCO NO CU

Chega de internet pra vocês.


Agora fiquem com um dos meus poops favoritos.

“Aqui tem muita putaria e eu tô jogando bosta no seu pai” (LISPECTOR, Clarice)

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Basicamente sobre hipocrisia e vadias

Ah, finalmente um post novo nesse blog. Com o andamento do TCC, não tive tempo nem pra escrever merda (não que o meu projeto não seja uma merda, mas…). E agora com as férias, tive mais tempo para observar esta grande geração de merda que infelizmente está habitando este planeta.

Não me refiro apenas aos adolescentes; é completamente normal que eles façam merda (normal no sentido de ser do costume deles, não no sentido de “aceite que existem meninas que acham que Crepúsculo está acima de Drácula de Bram Stoker”). O problema é que praticamente toda a humanidade está cada vez mais hipócrita. Mas antes, vejamos o significado de hipocrisia:

hipocrisia
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)

s. f.

1. Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.

2. Devoção fingida.

Vamos escolher o primeiro significado e aplicá-lo ao texto.

As pessoas estão, sim, fingindo ter ideias e opiniões apreciáveis. A diferença é que elas transformam essas ideias e opiniões “agradáveis” em conceitos, opiniões e atitudes ridículas à medida em que você as conhece melhor. Não entendeu ainda? Permita-me usar de outro exemplo, muito comum por sinal: as mulheres.

Não vou generalizar. Direi apenas que é a maioria infeliz delas.

Grande parte das mulheres hoje faz questão de dizer por aí que são fortes, independentes, delicadas, intelectuais, que possuem respeito próprio, que se valorizam, que não são “umas e outras” e, principalmente, que estão à procura do “homem certo”, para amá-la e respeitá-la como ela é. Okay, por onde eu começo?

1) A imagem da “mulher profunda”

Admita: essas aí, que dizem ser fortes, independentes, delicadas e tudo mais, geralmente não são tudo isso.

Essas mesmas mulheres, que divulgam todas suas “virtudes” em redes sociais como o Facebook, são exatamente o contrário na vida real. Diga-me você: quantas mulheres que você conhece se encaixam nesse perfil? Pouquíssimas… E elas não publicam isso por aí, correto? É o que pensei…

As que dizem aos quatro ventos que são fortes, independentes, intelectuais, que buscam o “homem certo” e yadda yadda yadda geralmente são mulheres fracas, dependentes, vazias e promíscuas. Dessas que acham que amor é contato físico, que amizade entre homens e mulheres não existe, e que compartilham frases da Clarice Lispector na esperança de parecerem menos vadias.

2) O tal do “homem certo” e os conceitos equivocados por parte das vadias

Cansei de logar no Facebook e dar de cara com vadias compartilhando imagens que dizem que os homens devem aceitar as mulheres como são, independente se elas forem feias, gordas, ou se simplesmente não se encaixarem num determinado padrão de beleza. Até aí, tudo bem. O problema é: essas mesmas vadias que compartilham essas imagens são incapazes de aceitar os homens como eles são. Sim, estou falando daquelas em especial, que colocam alguns homens na friendzone porque os mesmos não possuem algum atributo físico (ou até mesmo status) que agrade a elas. E depois vêm as reclamações delas: “Ai, queria tanto ter um namorado, mas tá tão difícil…” e coisas do gênero.

A maioria delas não entende porque ninguém a aceita como é, fica postando frases de dor de cotovelo… Mas ao lidar com um homem, a primeira – aliás, única – coisa que ela vê é a aparência. E ainda reclama porque ninguém a leva a sério.

Eu particularmente não acredito na existência do “homem certo”; acredito em gente que lhe trata como merece e em gente que não vale um peido sequer. Se Fulano trata Fulana como uma qualquer, mas trata Beltrana com respeito e carinho, é sinal de que a Fulana apresenta-se como uma qualquer ao Fulano, ou que o Fulano quer comer a Beltrana, mas não a Fulana. Nuff said.


Ao pensar nisso tudo, cheguei à conclusão de que as mulheres vadias são as criaturas mais hipócritas que existem. Falsas, quase teatrais, se escondem sob a personagem da “mulher profunda”, quando na verdade não querem nada além de contato físico. E ainda reclamam das atitudes dos homens… Bem, pelo menos os homens são sinceros e admitem isso – digo, os homens vadios. Mas isso fica para outro post… Talvez.


O que me fez pensar nisso foi uma pessoa em particular.

Conheço-a há algum tempo. No começo, ela apresentava-se como uma garota normal, uma boa amiga. Ela tinha um namorado. Dizia que o amava, coisa e tal, apesar da relação turbulenta. Mas na prática, não era bem assim que acontecia.

Ela saía com outros (aliás, continua fazendo isso até hoje), escondendo-se do namorado. E ela repetia para todos eles a mesma coisa que dizia sobre o namorado: que ela os amava.

Um dia, quando ela ouviu boatos de que o namorado dela estava a traindo, ela perdeu o eixo. Não sabia se ficava brava, triste, ou os dois. E veio reclamar pra mim, como se tivesse razão. “Como você pode cobrar algo dele que nem mesmo você cumpre?”, eu disse. Ela permaneceu em silêncio.

Nas férias de julho, marquei de sair com um amigo meu. Nos conhecemos há alguns anos, e combinamos de ir ao cinema. Eu não tenho intenção alguma com ele, fora os outros fatores (a minha demissexualidade, por exemplo). Mas ela, ao saber disso, simplesmente surtou. De fato, ela LIGOU pra mim pra tirar satisfação.

- Você não pode sair com ele.

- Por quê?

- Aff, vocês se conhecem faz tempo, certeza que ele vai fazer alguma coisa.

- O que você acha que ele vai fazer comigo?

- Te agarrar!

- Ele não é de fazer isso, e mesmo que ele tente, eu sei me virar.

- Eu sei como eles são… Mas você que sabe.

Então, resolvi jogar para fora o que estava preso…

- Não, não – eu não saio com os meus amigos pra fazer outras coisas, certo? Eu não saio por aí dizendo “eu te amo” pra qualquer um, não beijo qualquer um, não deixo qualquer um encostar em mim. Não é porque você faz isso que eu também faço.

- E precisa falar assim, Ana?

- Mas é claro. Você não é a minha mãe pra dizer com quem eu posso ou não posso sair… E porque essa preocupação toda? Quer sair com ele também? Não tenho nada com ele, se quiser –

E ela desligou.


The Galaxy Song – Monty Python

Whenever life gets you down, Mrs. Brown
And things seem hard or tough
And people are stupid, obnoxious or daft
And you feel that you've had quite eno-o-o-o-o-ough

Just remember that you're standing on a planet that's evolving
And revolving at nine hundred miles an hour
That's orbiting at nineteen miles a second, so it's reckoned
A sun that is the source of all our power
The sun, and you and me, and all the stars that we can see
Are moving at a million miles a day
In an outer spiral arm, at forty thousand miles an hour
Of the galaxy we call the Milky Way

Our galaxy itself contains a hundred billion stars
It's a hundred thousand light-years side to side
It bulges in the middle sixteen thousand light-years thick
But out by us it's just three thousand light-years wide
We're thirty thousand light-years from Galactic Central Point
We go 'round every two hundred million years
And our galaxy is only one of millions of billions
In this amazing and expanding universe

The universe itself keeps on expanding and expanding
In all of the directions it can whiz
As fast as it can go, at the speed of light, you know
Twelve million miles a minute and that's the fastest speed there is
So remember when you're feeling very small and insecure
How amazingly unlikely is your birth
And pray that there's intelligent life somewhere up in space
'Cause there's bugger all down here on Earth

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Quem é vivo sempre aparece (às vezes, um morto pode aparecer também…)

ADIVINHA QUEM ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ! (Mundo Canibal mode off)

Sim, eu voltei. Sim, eu sei que não publico nada aqui desde abril. Sim, eu sei que o blog foi invadido por haters extremos de yaoi/yuri nesse tempo. E, sim, eu estive ocupada. Bastante ocupada. Ocupada demais. Ocupando-me com ocupações. Não, ainda não é suficiente… O certo seria dizer que eu estava ocupada pra caralho.

“O que você estava fazendo, Ana? Até onde sei, você não faz nada de importante”, o leitor pode ter pensado. Bem, eu estava fazendo um TCC. Pesquisas, horas intermináveis de programação e momentos frustrantes no Photoshop… Algum dia eu publico um texto aqui explicando com mais detalhes como foi a produção do trabalho de conclusão de curso. Mas por enquanto, digamos que a data de publicação desse futuro post será… quando me der na telha.

Enfim, cambada: eu cheguei a escrever alguns rascunhos, mas nunca cheguei a terminá-los, devido à rotina exaustiva de programar até o cérebro virar uma putaria de comandos <div>. Fora os exames que tive que fazer nos últimos dois meses. Aliás, não comemorem ainda, leitores: eu não tenho uma doença terminal. Vocês ainda terão muito tempo pra ler as minhas merdas.

Assim que eu me livrar dessa preguiça, vou editar os rascunhos que fiz e eventualmente postá-los, m’kay?

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